Com dados aquém do esperado nos EUA, risco-País sobe para 178 pontos

Notícias sobre a condução da política fiscal brasileira também foram observadas; Global 40 fecha a 133,75% de seu valor de face

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta terça-feira (28) em alta de três pontos-base, atingindo 178 pontos. O movimento do indicador reflete o clima instável nos mercados internacionais ao longo do dia, causado pela divulgação de indicadores econômicos aquém do esperado nos Estados Unidos, assim como pelas notícias sobre a política fiscal brasileira.

A agenda econômica norte-americana trouxe dados desanimadores. Um indicador divulgado pela Standard & Poor’s mostrou que os preços dos imóveis norte-americanos recuaram 0,8% em outubro, ficando aquém das estimativas do mercado. Já a confiança do consumidor marcou 52,5 pontos em dezembro, resultado não só abaixo das estimativas dos analistas, como também inferior ao número registrado em novembro.

No front doméstico, o Governo Central apresentou superávit primário de R$ 1,093 bilhão em novembro, bem abaixo do saldos positivos vistos em outubro (R$ 7,7 bilhões) e em novembro de 2009 (R$ 10,7 bilhões). Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta manhã que há a possibilidade da meta de superávit primário para 2010, de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto), não ser atingida.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,08% na noite desta terça-feira, cotado a 133,75 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 178 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.