Com crise, Natal terá presentes mais baratos, como CDs e DVDs

CDs e DVDs serão os principais presentes dos americanos. No Brasil, brinquedos são preferidos, mas intenção de gastos diminuiu

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SÃO PAULO – A crise financeira ficou mais intensa no fim de ano e, com isso, afetou a intenção de gastos de consumidores de todo o mundo com as comemorações típicas dessa época.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa da National Retail Federation indicou que itens mais baratos, como CDs e livros, serão os principais presentes de Natal no país. Segundo o levantamento, 57,4% desses consumidores pretendem comprar roupas e acessórios no fim do ano e 55,6% optarão por DVDs, além de CDs e livros. Somente 30% comprarão produtos eletrônicos e 19,3% jóias.

Consumidores locais

No Brasil, uma pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade) mostrou que o principal item que deve atrair o 13º das pessoas será os brinquedos, além de bens diversos, como roupas.

Porém, o estudo brasileiro também indicou que houve uma redução na intenção de gastos com o salário extra em relação a 2007. No item brinquedos, a redução foi de 9,88%, sendo que produtos de maior valor tiveram quedas maiores, como automóveis, que apresentou queda de 50%, e eletrodomésticos, com queda de 38,46%.

O chocolate também deverá ser uma opção do brasileiro. Para a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), o produto será uma alternativa de presente, e as vendas deverão crescer 5% em relação ao fim do ano passado.

Formas de pagamento

Considerando as formas de pagamentos, tanto americanos quanto brasileiros também possuem a mesma intenção: fazer o pagamento à vista. Entre os consumidores daqui, 77% pretendem utilizar o cheque ou cartão de débito, número 5,48% superior ao apresentado no ano passado.

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Já entre os americanos, 41,5% irão utilizar primeiramente o cartão de débito, contra 40,1% em 2007. Outros 22,8% afirmam que farão as compras com dinheiro em espécie, sendo que, no ano passado, essa porcentagem era de 22,1%. Já o número de pessoas que pretendem usar o cartão de crédito caiu de 32,3% para 31,5%.