Com crise e dólar alto, freqüência em restaurantes de SP tem queda de 35%

Com crise e alta do dólar, preços têm subido e consumidor vêm diminuindo freqüência a restaurantes e bares do estado

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SÃO PAULO – As pessoas foram menos a restaurantes durante o mês de outubro. Segundo a FHORESP (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo), o movimento caiu em média 35%.

Os motivos apontados pela entidade são vários: crise financeira, alta do dólar e inclusive, a Lei Seca. Segundo o gerente de comunicação da entidade, Ricardo Chiessi, o impacto é sentido por todos os estabelecimentos: restaurantes, churrascarias e bares. “Alguns sentem mais, outros sentem menos. Mas todos estão sofrendo, porque tudo acaba ficando mais caro”, diz.

Dólar e crédito

Chiessi também afirma que muitos dos produtos comprados pelos estabelecimentos são cotados em dólar e que a alta da moeda americana impacta ainda mais nos preços e no bolso do consumidor.

Além disso, a crise também afeta o setor, devido à restrição ao crédito. “A queda no crédito também dificulta para as empresas. Muitas delas recorriam a isso para pagar o 13º salário e outras despesas”, explica.

Apesar disso, o gerente afirma que, por enquanto, o setor tem conseguido absorver o impacto da crise. “Mas em janeiro e fevereiro os efeitos deverão ser maiores e algumas empresas poderão não sobreviver”, diz.

Turismo prejudicado

Além dos preços, a crise poderá afetar o setor por meio de uma queda no número de turistas. Com menos dinheiro ou tentando conter gastos, as pessoas poderão deixar de viajar, o que irá afetar os resultados de hotéis, restaurantes e bares.

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“Se número de turistas, tanto internacionais quanto domésticos, cair, isso poderá surtir efeitos negativos”, ressalta Chiessi.

Legislação

O gerente também indica que a Lei Seca contribuiu para a queda no movimento de bares e restaurantes. Segundo ele, com a proibição de beber e dirigir, além da fiscalização mais intensa, as pessoas têm deixado de ir para um bar, ou consumido menos.

Além disso, Chiesse lembra de uma proposta de lei, do governador José Serra, que proíbe o fumo em locais de uso coletivo, públicos ou privados. “Uma parte do público que mais freqüenta bares é fumante”, diz. De acordo com ele, a proposta da entidade é que sejam criadas barreiras para impedir a dispersão da fumaça. “Assim todos os públicos seriam atendidos”.