Com crescimento do PIB, relação dívida/PIB cai para 57,4% em março

BC acredita que essa relação continuará a cair, em decorrência também da menor necessidade de financiamento da dívida

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SÃO PAULO – Foi divulgada pelo Banco Central, na última sexta-feira, a Nota da Política Fiscal referente ao mês de março, período em que a dívida líquida do setor público alcançou R$ 924,4 bilhões. Isso representou uma queda de 0,23% em relação àquela registrada no mês anterior, que foi de R$ 926,7 bilhões.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, contribuíram para essa queda o superávit nominal verificado no mês (R$ 75 milhões), o impacto da apreciação cambial no período (R$ 464 milhões) e a variação de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (R$ 1,7 bilhão).

Dívida líquida total fica em 57,4% do PIB

A dívida líquida em termos de parcela do PIB ficou em 57,4% em março, uma queda em relação aos 58,2% verificados no mês anterior, influenciada, sobretudo, pelo crescimento do PIB, que correspondeu por queda de 2,07 ponto percentual na relação. Lopes acredita que essa relação continuará a cair gradativamente, em decorrência da menor necessidade de financiamento da dívida e da redução do impacto cambial sobre a dívida mobiliária interna indexada ao dólar.

Por outro lado, a parcela da dívida referente ao Governo Federal apresentou uma queda entre os meses mencionados, passando de R$ 367,9 bilhões (23,1% do PIB) para R$ 369,7 bilhões (22,9% do PIB).

Já a dívida dos governos municipais em março teve leve alta, passando de R$ 36,7 bilhões (2,3% do PIB) para R$ 37,2 bilhões (2,3% do PIB). Por sua vez, a parcela da dívida líquida correspondente às empresas estatais teve uma queda significativa, passando de R$ 15,5 bilhões (1,0% do PIB) para R$ 12,5 bilhões (0,8% do PIB).

Dívida interna líquida sobe para R$ 747,6 bilhões

Excluída a dívida externa, a dívida interna líquida do governo apresentou uma leve alta entre fevereiro e março, passando de R$ 747,1 bilhões para R$ 747,6 bilhões. No entanto, essa parcela da dívida em termos de percentual do PIB caiu de 46,9% em fevereiro para 46,4% em março.

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Já a dívida mobiliária do Tesouro Nacional, que compõe a dívida do Governo Federal, apresentou, entre os meses mencionados, uma elevação de 2,98%. Em fevereiro, essa dívida era de R$ 689,9 bilhões, o que correspondia a 43,3% do PIB, mas em março a mesma atingiu R$ 710,5 bilhões, ou 44,1% do PIB.

Dívida do Banco Central também caiu

A dívida interna do Banco Central, por sua vez, apresentou uma queda no mês de março, frente ao mês anterior, passando de R$ 62,8 bilhões para R$ 60,7 bilhões, o que representa um declínio de 3,4%. Em termos de porcentagem do PIB, essa parcela da dívida caiu de 3,9% para 3,8%.

Com relação à dívida interna líquida dos estados, foi registrado um leve crescimento, de forma que a dívida passou de R$ 264,1 bilhões (16,6% do PIB) para R$ 267,2 bilhões (16,6% do PIB) na mesma comparação.

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Na mesma direção, a dívida dos governos municipais teve alta, passando de R$ 36,7 bilhões para R$ 37,2 bilhões, o que representa uma variação positiva de 1,3%. Entretanto, a porcentagem dessa dívida em relação ao PIB se manteve em 2,3%.

Queda do dólar reduz dívida externa

Finalmente, como reflexo da queda do dólar frente ao real no período, a dívida externa líquida apresentou leve queda de 1,7%, passando de R$ 179,5 bilhões em janeiro para R$ 176,8 bilhões em fevereiro. Deste modo, a dívida externa líquida como porcentagem do PIB caiu de 11,3% para 11,0%.