Com cortes nos impostos, pacote de estímulo dos EUA deve trazer mais benefícios

Para Société Générale, redução de carga tributária indica implementação mais rápida e menor oposição dos republicanos

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SÃO PAULO – Apesar das discussões acerca do montante do novo pacote de estímulo econômico dos EUA serem o foco nesta terça-feira (6), os analistas do Société Générale voltam as atenções para os rumores da última sessão e afirmam: “o tamanho pode crescer mais, mas a composição, com uma maior dependência dos cortes de impostos, foi a maior mudança nas discussões do estímulo”.

Para o banco, há diversos benefícios provenientes de um corte de US$ 300 bilhões na carga tributária das famílias e empresas, como uma implementação mais rápida. Ao contrário de um programa de gastos que poderia levar um ano para ser desenvolvido, reduzir os impostos pagos pela população e deixá-la decidir como gastar essa quantia seria mais eficiente, além de reduzir a oposição dos republicanos ao pacote.

Outro ponto positivo ressaltado pelo Société Générale é o fato do programa trazer benefícios mais sustentáveis, já que prevê cortes permanentes e não abatimentos temporários, como aconteceu em 2008.

Ademais, os analistas citam um movimento estratégico por parte do governo, que reduziria os impostos federais, sabendo que muitos estados e municípios com problemas financeiros estão planejando aumentar a carga tributária. “Dado o tamanho do corte de impostos federais, a maioria dos norte-americanos se beneficiaria de um encargo líquido menor”, explica o banco.

Bom no curto prazo

Uma questão polêmica é o impacto desse corte nos impostos nas contas do governo. Ao avaliar esse ponto, porém, o Société Générale afirma que tanto a redução da carga tributária quanto um programa de gastos do governo teriam o mesmo efeito no déficit do curto prazo.

“Mais imediatamente, entretanto, a necessidade de um estímulo fiscal é muito garantida. Cortes nos impostos poderiam funcionar muito mais rápido”, argumentam os analistas.

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Enquanto o Congresso retoma as sessões nesta semana, resta ao mercado aguardar as votações sobre o pacote. Contudo, apesar dos pedidos de Barack Obama para que o plano esteja aprovado e pronto para ser sancionado já na sua posse – em 20 de janeiro – o Société Générale acredita que as chances de que isso aconteça são reduzidas.