Com Copom e indicadores, risco-País fecha em forte queda de 11 pontos

Autoridade monetária mantém Selic em atual patamar e decisão deve repercutir na próxima sessão; indicadores em foco

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SÃO PAULO – Refletindo a expectativa para o fim do encontro do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (1) em forte queda de 11 pontos-base, atingindo 222 pontos.

Após reunião de dois dias, a autoridade monetária brasileira optou por manter a meta para a Selic em 10,75% ao ano, interrompendo assim o ciclo de aperto monetário iniciado em abril. O movimento era largamente esperado pelos analistas de mercado, como mostrou o último relatório Focus. A decisão foi tomada por unanimidade e sem viés. Cabe destacar que a decisão do Copom foi divulgada após o fechamento da sessão, devendo repercutir nos mercados na quinta-feira (2).

Na pauta norte-americana, o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, trouxe otimismo ao atingir 56,3 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 52,9 pontos. Enquanto isso, o PMI (Purchasing Managers Index) chinês subiu de 51,2 pontos em julho para 51,7 pontos em agosto, superando as estimativas do mercado e mostrando uma retomada da expansão na atividade da indústria da China.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,14% na noite desta quarta-feira, cotado a 137,10 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 222 pontos-base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 137,10 136,90 +0,14

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.