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SÃO PAULO – As vendas de GNV (Gás Natural Veicular) caíram 1,8% no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, essa queda deve-se ao aumento do preço do produto, que subiu 14% entre janeiro e junho deste ano, aliado à redução da conversões dos carros.
A queda na velocidade de conversões foi de 58% nos seis primeiros meses de 2008, tomando por base o mesmo período de 2007. Esse substancioso percentual deve-se ao fato de o mercado estar mais amadurecido, o que o leva a um amornamento natural.
Desvio para indústrias e usinas termelétricas
O presidente ainda ressalta outro fator para a queda das conversões. Ele relembra a crise de outubro de 2007, quando surgiu a hipótese de faltar o produto no mercado, o que espantou os consumidores.
No período, a Petrobras sentiu necessidade de transferir GNV para o abastecimento das indústrias e usinas termelétricas. A redução de envio do gás foi maior para o Rio de Janeiro e São Paulo.
“Na época da crise houve declarações de pessoas do governo com a posição clara de que, na hipótese de precisar escolher entre mover os carros ou criar energia elétrica, eles optariam pela segunda opção”, explica Dutra.
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Concorrência do álcool
Outro ponto ressaltado pelo presidente foi a atual concorrência do álcool. “Hoje o GNV ainda possui um preço vantajoso, mas diante dos gastos com a conversão do veículo e a constante queda do preço do álcool, o consumidor tende a optar por esse combustível”, analisa Dutra.
Além disso, o álcool também vem tomando o espaço pertencente à gasolina, levando em conta que a maioria dos veículos hoje possui motor flex.