Com continuidade da breve retomada da renda variável, Global 40 fecha em baixa

Índices acionários sobem entre emaranhado de referências corporativas, penalizando a renda fixa; risco-Brasil fica estável

Publicidade

SÃO PAULO – Mesmo com os mercados internacionais cautelosos quanto ao resultado pessimista da Freddie Mac, o petróleo em baixa e os dados positivos do setor de tecnologia guiaram a valorização da renda fixa internacional e o Global 40 ao campo negativo nesta quarta-feira (6).

As turbulências nos mercados imobiliário e financeiro dos EUA não se transpareceram em indicadores nesta sessão, mas sim no desempenho da Freddie Mac. A segunda maior agência hipotecária do país registrou seu quarto prejuízo trimestral consecutivo, desta vez, de US$ 821 milhões, consideravelmente superior às expectativas dos mercados.

Em contrapartida, a Cisco registrou vendas e lucro líquido trimestrais acima do esperado pelo mercado. Seus papéis encerraram com ganhos de 5,65%, apesar da empresa ter diminuído suas expectativas para o primeiro trimestre fiscal.

Sob maior tranqüilidade na renda variável internacional, o preço dos Treasuries fechou em baixa e os títulos da dívida externa brasileira acompanharam esse movimento. Vale ressaltar que a relação das variações da nota de dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-país.

Global sofre recuo

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,45% na noite desta quarta-feira, cotado a 132,10 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 221 pontos-base, mantendo-se estável em relação ao fechamento anterior.

Continua depois da publicidade

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Anterior Var %
Global 40 132,10 132,70 -0,45