Publicidade
SÃO PAULO – Após operar em queda pela manhã, o dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em forte alta, com tesourarias de bancos aproveitando a baixa cotação da divisa para comprar dólares. Segundo operadores, desde a última terça-feira, o Banco do Brasil vêm adquirindo divisas no mercado de câmbio.
As incertezas em relação ao cenário político também afetaram o mercado de câmbio na sessão. Novos depoimentos na CPI dos Correios e dos Bingos, como o de Carlos Cachoeira, ampliam a cautela dos investidores.
Cenário externo
Outro fator que impulsionou a moeda norte-americana nesta quarta-feira foi a divulgação da balança comercial norte-americana, que mostrou um déficit menor do que o esperado pelos analistas e motivou a alta do dólar também no cenário externo.
Por outro lado, mas ainda no cenário externo, a queda do petróleo nas bolsas de Londres e Nova York tranqüilizou os investidores. A commodity chegou a abrir em forte alta, acima da casa dos US$ 61, mas recuou no início da tarde.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3540 na compra e R$ 2,3550
na venda, alta de 0,56% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6800, representando um ágio de 13,85%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,90% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
Continua depois da publicidade
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,23%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.371,
alta de 0,51% em relação ao fechamento
de R$ 2.359
Continua depois da publicidade
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta de 0,48%,
atingindo R$ 2.402 frente
à R$ 2.391 do fechamento de
terça-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,53% para setembro de 2005, com queda de 0,09 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,72%, estável em relação ao fechamento da sessão anterior.