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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos Estados Unidos operam em alta nesta terça-feira (20), impulsionados pelo noticiário corporativo e pela valorização do mercado internacional de commodities.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em valorização de 0,72% e atinge 2.498 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em alta de 0,71% a 1.206 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,28%, chegando a 11.124 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | +0,72 |
2.498 | +5,20 |
+10,08 |
| S&P 500 | +0,71 |
1.206 | +3,98 |
+8,15 |
| Dow Jones | +0,28 |
11.124 | +3,55 |
+6,67 |
Commodities no positivo
O preço do petróleo registra alta de mais de 2% em Nova York, acompanhando melhores perspectivas para a demanda mundial. Refletindo o movimento, o setor petrolífero opera com forte valorização, com destaque para os ADRs (American Depositary Receipts) da BP e as ações da Chevron e da Exxon Mobil, que avançam 1,78%, 1,97% e 1,36%, respectivamente.
No mesmo sentido, as commodities metálicas apresentam altas expressivas nesta tarde, com o cobre subindo 1,2% e o níquel 1,3%. Dessa forma, os papéis da Freeport-McMoRan avançam 0,79%, enquanto as ações da Alcoa valorizam 0,44%.
Resultados corporativos
A Harley-Davidson também está entre os destaques positivos da cena corporativa, registrando uma alta de mais de 7,5% em seus papéis. Os ganhos divulgados pela empresa superaram as expectativas dos analistas, enquanto seu braço financeiro retornou à lucratividade.
A Johnson & Johnson registrou ganhos líquidos de US$ 4,53 bilhões, ou US$ 1,62 por ação, no primeiro trimestre, frente a US$ 3,51 bilhões, ou US$ 1,29 por papel, no mesmo período de 2009 e excluindo fatores sazonais. Apesar de números melhores do que o esperado, as ações da empresa cediam 0,32%.
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Os papéis da Coca-Cola também recuavam 1,72%, mesmo após a companhia ter anunciado ganhos líquidos de US$ 1,61 bilhão, ou US$ 0,80 por papel, entre janeiro e março, descontando fatores sazonais. Um ano antes, o registro foi de US$ 1,35 bilhão, ou US$ 0,58 por papel. O mercado esperava lucro de US$ 0,74 por ação.
Na mesma linha, as ações da IBM cediam perto de 1,51%. Depois do fechamento da segunda-feira (19), a empresa divulgou seu resultado no primeiro trimestre, registrando lucro líquido de US$ 2,6 bilhões, ou US$ 1,97 por ação, contra US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,70 por papel, no mesmo período do ano passado.
Goldman Sachs
Depois das acusações de fraude por parte da SEC (Securities and Exchange Commission), o Goldman Sachs volta às manchetes com a divulgação dos resultados trimestrais. A instituição apresentou lucro líquido de US$ 3,46 bilhões, ou US$ 5,59 por ação, no primeiro trimestre, ante US$ 1,81 bilhão, ou US$ 3,39 por papel, no mesmo período do ano passado.
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Embora melhores do que o esperado, os lucros não foram capazes de sustentar os papéis do banco, que caem 1,67% nesta tarde. Desanimando os investidores, a FSA (Financial Services Authority, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado financeiro britânico, informou que irá investigar formalmente a unidade londrina do banco.
Discursos
Os pronunciamentos do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também são foco de atenção dos investidores. Ambos falaram sobre a situação econômica norte-americana na época da concordata do Lehman Brothers, em setembro de 2008, e defenderam a reforma do setor financeiro do país.