Com clima positivo nas bolsas externas, risco-País fecha em forte queda de 9 pontos

Mercados lá fora repercutem agenda econômica favorável nos Estados Unidos e no Velho Continente

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SÃO PAULO – Refletindo o ânimo nos principais mercados internacionais, com exceção do Ibovespa, o indicador de risco-País encerrou o pregão desta sexta-feira (24) em forte queda de 9 pontos-base, aos 205 pontos. O clima positivo refletiu a agenda de indicadores nos Estados Unidos e na Europa.

Na cena norte-americana, o número de casas novas vendidas em agosto ficou abaixo do esperado pelo mercado ao marcar 288 mil vendas anualizadas, enquanto o mercado esperava por 291 mil. O dado foi amenizado, porém, pelo o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria do país, que veio acima das previsões. O indicador Durable Good Orders exibiu queda de 1,3% no mês passado, ante projeções de queda de 1,4%.

Na Europa, o noticiário também serviu para animar os investidores. O indicador de confiança do empresariado alemão subiu inesperadamente ao seu mais alto nível dos últimos três anos, ao passar de 106,7 pontos em agosto para 106,8 pontos em setembro. As informações foram divulgadas pelo Instituto Ifo.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,11% na noite desta sexta-feira, cotado a 137,65 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 205 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.