Com clima positivo nas bolsas externas, risco-País encerra em queda de dois pontos

Bolsas conseguem se manter no azul, mesmo após volatilidade trazida pela questão da crise de dívidas soberanas na Europa

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta quarta-feira (23) em queda de dois pontos-base, em movimento inverso ao observado na última sessão, atingindo os 172 pontos.

A desvalorização do indicador reflete o clima positivo nos principais mercados internacionais, apesar da volatilidade trazida pela questão da dívida soberana de Portugal, além da continuidade dos conflitos no norte da África e no Oriente Médio, bem como da crise nuclear no Japão.

O clima de cautela do pregão se deu sobretudo por conta de Portugal, cujo parlamento votou nesta sessão um plano de ajuste fiscal. A apreensão do mercado esteve na possível rejeição do projeto, a qual foi confirmada no final da tarde, em razão do baixo apoio do governo junto ao parlamento, o que pode conduzir o país a um resgate financeiro já na próxima sexta-feira, quando líderes da Zona do Euro estarão reunidos em Bruxelas.

Agenda
Na pauta norte-americana, o número de casas novas vendidas nos EUA em janeiro ficou abaixo do esperado pelo mercado. No mês, o New Home Sales marcou vendas anualizadas de 250 mil casas, número inferior às expectativas do mercado (288mill). Cabe lembrar que em janeiro o resultado revelou vendas de 301 mil casas, de acordo com os dados revisados. 

Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado de março do IPCA-15, que serve como prévia para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) cheio. Segundo os dados, o ritmo de aumento dos preços teve desaceleração na passagem mensal, marcando alta nos preços de 0,60% neste mês. 

Além disso, segundo o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, a economia brasileira avançou 0,6% na passagem de dezembro de 2010 para janeiro deste ano, já descontadas as influências sazonais.

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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quarta-feira em alta de 0,06% cotado a 134,91 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 172 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global. 

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.