Publicidade
SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta segunda-feira (14) em alta de três pontos-base, atingindo os 170 pontos. O movimento do indicador reflete o clima negativo nos principais mercados internacionais, que ainda digerem os estragos econômicos trazidos pelo terremoto e pela tsunami no Japão.
Em repercussão ao terremoto que abalou o território japonês, o BoJ (Bank of Japan) anunciou nesta manhã o aumento do programa de compra de ativos, que passou de ¥ 5 trilhões para ¥ 10 trilhões, e também ampliou o prazo para as atividades, do final de 2011 para junho de 2012. Além disso, foram injetados mais ¥ 15 trilhões no mercado financeiro, de modo a garantir a liquidez de curto prazo.
Noticiário interno
No âmbito interno, os investidores voltaram a ficar atentos aos rumores de que o ministério da Fazenda pode tomar novas medidas para frear a valorização do real. Entre elas, está a possibilidade da autoridade elevar a taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre capital externo em renda fixa e variável.
Também por aqui, o Relatório Focus do Banco Central foi o destaque da agenda nesta sessão, ao mostrar uma terceira redução consecutiva na expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo a mediana das projções dos economistas ouvidos pela autoridade monetária, o PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer 4,10% em 2011, sendo que a projeção passada indicava um crescimento de 4,29%.
A queda surge como consequência das medidas adotadas para combater a inflação, com uso de medidas macroprudenciais, que restringiram o crédito, e aumento do juro básico. A projeção para o resultado do PIB no próximo ano também foi reduzida: de 4,50% anteriormente para 4,45% nesta edição.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa segunda-feira em alta de 0,01% cotado a 134,76 centavos de dólar.
Continua depois da publicidade
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 170 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Continua depois da publicidade
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.