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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta segunda-feira (4) em alta de um ponto-base, aos 169 pontos. O movimento do indicador reflete o clima instável nos principais mercados internacionais, com os investidores cautelosos em relação a uma restrição na oferta de petróleo, sobrepondo a notícia positiva de elevação do rating soberano do Brasil pela Fitch.
A elevação do rating do Brasil para ‘BBB’ em moeda local e estrangeira, promovida pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, reflete a percepção da agência de que houve aumento do crescimento potencial do País para a faixa entre 4% e 5%, o que contribui para uma situação fiscal confortável no médio prazo e para a posição líquida externa.
Guido Mantega e Tombini avaliam elevação
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a elevação evidencia “o reconhecimento de que economia brasileira está cada vez mais sólida e não apresenta riscos, sendo bem avaliada inclusive pelas agências de rating”. “O governo vai continuar fazendo medidas para conter o excesso de dólares”, disse.
Já para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a elevação do rating é uma maneira de reconhecer a consistência que a política econômica brasileira apresentou ao longo dos últimos anos. O presidente finalizou seu comunicado afirmando que essas boas notícias não vão diminuir o ímpeto do BaCen em continuar trabalhando para dar continuidade aos avanços obtidos até então.
Novas medidas
Ainda por aqui, aumenta o clima de cautela após rumores de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considere uma nova rodada de medidas para conter a alta do real frente ao dólar no início desta semana. Segundo notícias publicadas durante o final de semana, citando fontes oficiais não identificadas do ministério da Fazenda, Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, devem conversar para discutir o cenário econômico.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa segunda-feira em alta de 0,15% cotado a 134,33 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 169 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.