Com clima externo ruim e avanço da inflação interna, dólar comercial sobe

Enquanto importantes indicadores inflacionários do País marcam alta, noticiário corporativo condiciona tensões externas

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SÃO PAULO – Avaliando a agenda doméstica de indicadores e o clima negativo no plano externo, o dólar comercial mantém a alta configurada na abertura da sessão desta segunda-feira (17).

O mau humor dos investidores é sustentado pelo noticiário corporativo ruim e pela publicação do NY Empire State Index, que marcou um recuo bem acima das expectativas do mercado na atividade industrial do estado de Nova York.

Inflação em pauta

No plano doméstico, a inflação ocupa o centro das atenções e preocupa, com o relatório Focus marcando uma elevação das projeções para o IPCA e o IGP-10 registrando em dezembro a maior alta nos preços desde fevereiro de 2003.

Já a balança comercial marcou um saldo de US$ 190 milhões na segunda semana do mês.

Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 1,8160 na compra e R$ 1,8180

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na venda, forte alta de 1,22% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
1,9700, representando um ágio de 8,48%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,45% em dezembro, frente
à alta de 3,29% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,93%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
opera cotado a R$ 1.821,
forte alta de 1,34% em relação ao fechamento
de R$ 1.797

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera em forte alta de 1,11%,
atingindo R$ 1.825 frente
à R$ 1.805 do fechamento de
sexta-feira.