Com clima adverso nos mercados, risco-País fecha a sessão em alta

Indicador calculado pelo banco norte-americano JP Morgan sobe cinco pontos-base, para 207 pontos; agenda dos EUA em foco

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (28) em alta de cinco pontos-base, atingindo 207 pontos e interrompendo uma sequência de quatro baixas consecutivas. O movimento dos papéis reflete o clima negativo nos principais mercados internacionais, puxado pelo noticiário econômico nos Estados Unidos.

Divulgado pelo Federal Reserve, o Livro Bege avaliou que a economia dos Estados Unidos continua em expansão, mas ressaltou que algumas regiões apresentam crescimento estagnado ou mais lento. O documento seguiu a percepção de que a atividade econômica perdeu um pouco do momentum no final do segundo trimestre e foi menos otimista do que no mês anterior.

Na agenda dos EUA, o Durable Good Orders, que mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no comércio dos EUA, registrou queda de 1% em junho, enquanto os analistas previam alta de 1%. Excluindo o setor automobilístico, o indicador marcou recuo de 0,6%, também pior do que a alta de 0,6% esperada pelo mercado.

Já os pedidos de hipotecas caíram 4,4% na última semana, sobretudo em função de uma queda nos esforços de refinanciamento, com a alta das taxas de juros.

Captação do Tesouro
No Brasil, outro importante catalisador da sessão ficou por conta da notícia de que o Tesouro Nacional captou US$ 825 milhões com a reabertura da emissão de bônus denominados em dólares com vencimento em 22 de janeiro de 2021, emitidos nos mercados norte-americano, europeu e asiático.

A nota Global 2021 paga um cupom (juro nominal) de 4,875% ao ano, equivalente a um spread de 150 pontos-base sobre o título do Tesouro norte-americano com vencimento em 15 de maio de 2020.

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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em sem variação na noite desta quarta-feira, cotado a 136,55 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 207 pontos-base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 136,55 136,55 0,00

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.