Com China e G-20 em foco, mercados têm manhã de instabilidade

Além da elevação do rating pela Moody's, economia chinesa se destaca com indicadores sobre inflação e produção industrial

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SÃO PAULO – Com a atenção dos mercados dividida entre China, com a divulgação de dados econômicos e elevação do rating, Irlanda e a reunião de cúpula do G-20, os principais índices acionários do globo operam com instabilidade na manhã desta quinta-feira (11).

Frente às expectativas baixas em relação a possíveis medidas para corrigir os desequilíbrios globais, no encontro do grupo que reúne líderes políticos das 20 principais economias emergentes e desenvolvidas, os mercados futuros norte-americanos apontam para uma abertura em leve queda, ao passo em que as bolsas europeias oscilam entre leves ganhos e perdas.

Anti-G-20
“A campanha para abolição do G-20 precisa ganhar forças, ao passo em que os dois dias de desperdício de dinheiro, tempo e recursos ambientais começa em Seul”, afirmou o irônico economista do UBS, Paul Donovan, que afirmou não haver terreno comum entre os participantes para que se atinja um acordo sobre desequilíbrios, políticas monetária, fiscal ou cambial. 

A despeito da descrença de muitos, rumores sobre a possível a adoção de uma leve flexibilização do yuan pela China ganham corpo, ao mesmo tempo em que o rating do país foi elevado de A1 para Aa3 pela agência Moody’s, bem como foram divulgados dados sobre inflação, produção industrial e vendas no varejo no país.

Em outubro, a alta anual dos preços ao consumidor atingiu 4,4%, ao passo em que a produção industrial cresceu 13,1% frente ao mesmo mês de 2009. Por fim, as vendas no varejo cresceram 18,6%, na mesma base comparativa, confirmando o quadro de leve decepção do mercado em relação aos dados.

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Por fim, completa-se o cenário macroeconômico e político desta sessão com os renovados temores sobre a dívida de países europeus, com destaque para a Irlanda. Em meio a dúvidas sobre a implantação de um duro pacote de ajuste fiscal, investidores acreditam que será necessário ao país pedir ajuda ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

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Alegando uma interpretação equivocada a declarações do chefe do banco central irlandês, o analista Vladimir Pillonca afirmou que mesmo se houver necessidade de ajuda, a Irlanda deverá recorrer primeiramente ao fundo de estabilidade financeira da Europa. Entretanto, os CDSs (Credit Default Swaps) da Irlanda voltam a registrar elevação dos preços nesta sessão.

Ademais, os mercados avaliam a divulgação de resultados corporativos de companhias como a Telefónica, que decepcionou com um lucro líquido trimestral de € 5,06 bilhões, enquanto a Siemens elevou sua proposta de distribuição de dividendos.

No Brasil
Internamente, o destaque recai sobre os resultados de companhias como o Pão de Açúcar e a Fibria, que registraram lucro de respectivamente R$ 115 milhões e R$ 303 milhões, em sessão marcada pela ausência de indicadores corporativos de maior peso. Os investidores também devem ficar atentos aos números trimestrais da Petrobras, que serão divulgados após o fechamento dos mercados.