Com China e código minerário, ações da Vale e MMX registram fortes quedas

Situação macroeconômica chinesa começa a dar sinais amarelos que podem resultar em uma queda da demanda do minério de ferro por parte do gigante asiático

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SÃO PAULO – As ações de mineradoras registram um pregão bastante ruim nesta quarta-feira (13), com um misto de notícias ruins na China e com a proximidade do código minerário. As ações ordinárias da Vale (VALE3) caem 2,54% por volta das 13h45 (horário de Brasília), aos R$ 35,37, enquanto os preferenciais, listados sob VALE5, recuam 2,11%, aos R$ 33,92, ao passo que a MMX Mineração (MMXM3) recuam 5,84%, aos R$ 3,55. 

Esse desempenho ajuda a pressionar o Ibovespa, que cai 0,23% neste horário, atingindo os 58.074 pontos. As ações da Vale são a de maior peso no índice, colaborando para esse desempenho: embora a queda da OGX Petróleo (OGXP3), que neste mesmo momento recua 5,75%, aos R$ 2,46, seja um fato tão negativo quanto. 

De acordo com um analista que não quis se identificar, a situação macroeconômica chinesa começa a dar sinais amarelos que podem resultar em uma queda da demanda do minério de ferro por parte do gigante asiático. O Banco Central por lá já afirmou estar preocupado com a pressão da inflação, e pode vir a elevar o juros – o que seria prejudicial a atividade econômica por lá.

Com isso, a bolsa chinesa – geralmente bastante relacionada às mineradoras – registrou seu 5º de queda. É válido dizer que a Vale geralmente é mais correlacionada com a bolsa chinesa que a MMX, já que esta, além de ser uma empresa recente, com poucos projetos em plena execução, conta com o risco de execução que o mercado associa ao acionista controlador, Eike Batista. 

O código minerário, a ser votado em breve no congresso, também é outro motivo para preocupação para os acionistas das mineradoras. De acordo o analista, o governo pode aumentar os royalties, o que prejudicaria as margens das companhias do setor. Com o código ainda desconhecido, o mercado tenta precificar os cenários mais prováveis – o que ainda abre espaço para quedas e altas no futuro.