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SÃO PAULO – A Link Investimentos elevou a projeção de preço-alvo para as ações da Vale (VALE5), destacando a recuperação da demanda de minérios no mundo, especialmente por China, Japão e Europa.
Ao mesmo tempo em que reiterou a recomendação de “compra” para os papéis da mineradora, a Link também aumentou o preço teórico das ações preferenciais de R$ 37 (dez/2009) para R$ 48,00 (dez/2010). O potencial de valorização dos ativos é de 32,3% em relação à cotação da última sexta-feira (25).
Além da expectativa de retomada das vendas mundiais para o minério de ferro, a corretora também acredita em melhora do nível de preços. No último relatório escrito em junho, a Link previa queda de 10% para a tonelada do minério em 2010. Agora, ela acredita em estabilidade dos valores atuais.
Vale
Mesmo com os resultados do segundo trimestre abaixo do esperado, a equipe da Link reitera suas opostas na mineradora. “Consideramos o resultado do segundo trimestre de 2009 ruim, porém não mudamos nossa ideia de longo prazo da companhia.”
A equipe defende que a Vale tem uma operação bastante rentável e um poder de geração de caixa muito forte. Além disso, ela destaca a redução de custos feita no começo do ano, que deve ter um impacto positivo e duradouro para a empresa.
Demanda chinesa
Segundo a equipe de analistas da Link, o gigante asiático tem mostrado um apetite por minério de ferro acima das expectativas. Os resultados são explicados, conforme afirma a corretora, pela forte disponibilidade de crédito por parte do governo chinês este ano, com o objetivo de manter o nível de consumo durante a crise.
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Apesar das surpresas positivas em relação ao mercado consumidor chinês, os analistas da Link destacam que a demanda por parte do país deve ser freada daqui para a frente.
“Para esse final de ano, projetamos que a demanda por minério importado irá cair, com a diminuição da política monetária expansionista do governo. Porém, a China sempre poderá nos surpreender; o apetite do mercado interno impressiona a cada novo dado divulgado”, comentam em relatório.
Mercado
Para a Link, o consumo de minério de ferro e de outros metais pelo mundo (exceto China) ainda está baixo e a expectativa da corretora é de uma recuperação da demanda do resto do mundo nesse segundo semestre, principalmente devido à retomada de operações em grandes siderúrgicas na Europa e no Japão.
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“Os últimos dados de agosto não mostram essa possível recuperação. Mas vemos que, mesmo que mantenha esse passo lento, a recuperação continuará na produção de aço, e conseqüentemente no uso do minério de ferro que continuará vindo nos próximos meses”, prevê.
A Link também prevê aumento de demanda para metais não ferrosos como níquel, alumínio e cobre.