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SÃO PAULO – O cenário externo de instabilidade pode ser percebido pela abertura dos mercados nesta segunda-feira (23), especialmente do câmbio, onde o dólar abre em alta de 0,84%, cotado a R$1,8852 na venda.
“Indicadores de atividade manufatureira em retração na Europa e na China, ao lado de incertezas no campo político europeu, puxam as principais bolsas no mundo para baixo nesta segunda-feira. No mercado de câmbio, a aversão ao risco desvaloriza as principais moedas mundiais frente ao dólar, o que deve se repetir com o real”, diz Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.
Ainda no velho continente, o primeiro turno da eleição presidencial francesa piorou o humor do mercado, com o socialista François Hollande à frente do atual chefe de governo, Nicolas Sarkozy. “O pleito será decidido em segundo turno em 6 de maio, mas as dúvidas sobre renegociações de acordos internacionais em um possível governo Hollande contribuem para queda nas bolsas asiáticas, europeias e no índice futuro da bolsa norte-americana, o S&P”, diz Barros.
Um pouco de alívio sopra da China
No entanto, Barros destaca a prévia do índice PMI da China, da Markit/HSBC, que mostrou leve recuperação em abril ante março, passando para 49,1 pontos frente aos 48,3 anteriores. “Este indicador tem uma amostra pequena quando comparado ao índice final e que o resultado prévio deste indicador nem sempre se confirma e aponta para a direção correta do desempenho da produção industrial chinesa”, explica.
Na agenda doméstica desta segunda-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou terceira prévia de abril do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que apontou a mesma taxa da última semana, ficando em 0,57%. Também por aqui, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que elevou a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para o mês e do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano.
Ainda nesta segunda, a autoridade monetária também publica a Nota de Mercado Aberto de março, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária. Por fim, à tarde, o Ministério de Comércio Exterior reporta os resultados da balança comercial.