Com cenário externo e Petrobras, Ibovespa acentua perdas e recua quase 3%

Lá fora, o ambiente é pouco favorável diante da crise da dívida na Europa e uma agenda de indicadores mista nos EUA

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SÃO PAULO – Pressionado pelo cenário externo, o Ibovespa acentuou as perdas no pregão desta segunda-feira (25) e às 13h40 (horário de Brasília) recuava 2,93%, aos 53.814 pontos.  

Não bastasse a tensão internacional, o desempenho negativo dos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) empurra o índice para baixo. O mercado repercute após reajuste do preço dos combustíveis da estatal, anunciado na sexta-feira (22), o notícias sobre a revisão das metas da companhia, durante detalhamento do plano de investimentos entre os anos de 2012 e 2016.

Lá fora, o ambiente está pouco favorável aos investimentos de risco, diante da descrença com o possível resultado da cúpula da União Europeia nesta semana e dados mistos sobre a economia norte-americana.

Euro corre risco
No Velho Continente, líderes políticos se reúnem entre quinta-feira (28) e sexta-feira (29), em Bruxelas, para discutir ações contra a crise da dívida. Porém, as perspectivas dos investidores sobre o encontro são pouco otimistas.Declarações feitas pelo megainvestidor George Soros resumem o sentimento do mercado. O bilionário alertou que o fracasso dos líderes europeus em formular medidas drásticas na reunião pode significar o desaparecimento do euro.

Por enquanto, o mercado repercute o pedido de ajuda formal pouco revelador da Espanha à União Europeia para os bancos do país  e o estado de saúde do primeiro-ministro e do ministro de Finanças da Grécia, que adiou a visita dos credores internacionais à Atenas e impedirá a presença dos dois na cúpula do final dessa semana. Há pouco, agências internacionais deram conta ainda de que o ministro de Finanças, Vassilis Rapanos pode ter apresentado sua renúncia. 

Agenda mista
A agenda norte-americana também dá poucos motivos para os investidores irem às compras. Apesar da melhora das vendas de casas novas no país em maio, a atividade industrial na região de Chicago mostrou desempenho pior que o esperado pelos analistas.

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Desaquecimento econômico
Por aqui, a agenda está repleta de sinais sobre um cenário desaceleração. A medida mensal do PIB (Produto Interno Bruto) feita pela Serasa Experian aponta crescimento nulo para o nível de atividades do país em abril. Enquanto isso, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor) mostra mais uma vez o arrefecimento dos preços.

E não foram apenas os indicadores que traçaram uma tendência mais pessimista para a economia brasileira. O relatório Focus também mostrou pela sétima semana consecutiva uma piora nas expectativas de crescimento pelo mercado. 

Altas e baixas
A maior queda do Ibovespa no início desta tarde fica por conta das ações da OGX (OGXP3), enquanto os papéis da Cielo (CIEL3) lideram a ponta positiva do índice.

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 8,60 -7,03 -36,86 147,41M
 PETR3 PETROBRAS ON 18,76 -6,94 -16,51 148,38M
 PETR4 PETROBRAS PN 18,21 -6,85 -13,17 645,48M
 USIM3 USIMINAS ON 8,37 -6,48 -50,99 2,37M
 BISA3 BROOKFIELD ON 3,39 -5,83 -28,87 6,77M

Já as maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CIEL3 CIELO ON 56,89 +1,21 +44,56 13,48M
 KLBN4 KLABIN S/A PN 8,82 +1,03 +12,67 3,50M
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON EJ 27,65 +0,80 +22,88 7,22M
 AMBV4 AMBEV PN EDJ 75,87 +0,37 +14,80 58,58M
 CPLE6 COPEL PNB 42,98 +0,26 +12,26 3,38M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)