Com cenário degradado para Espanha, bolsas da Europa encerram em baixa

Governo espanhol admitiu aumento de 0,8% no desemprego e maior nível de dívida pública sobre o PIB em 22 anos

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Europa finalizaram a sessão desta terça-feira (3) em queda, repercutindo maiores preocupações quanto à situação fiscal e também ao mercado de trabalho da Espanha.

Entre as principais bolsas, as baixas mais acentuadas foram registradas pelo benchmark Ibex 35, de Madri, que recuou 2,71%, até 7.825 pontos, e pelo FTSE MIB, que acompanha a bolsa de Milão, com queda de 2,04%, atingindo 15.624 pontos.

Espanha no foco
Durante este pregão, os espanhóis foram o foco do mercado. Depois de informar no orçamento deste ano que a dívida pública deve chegar a 79,8% do PIB (Produto Interno Bruto), maior nível em 22 anos e bem acima da meta de 60% fixada pela União Europeia, o governo intensificou a percepção de um cenário degradado.

Além disso, o Ministério do Trabalho comunicou que o número de desempregados subiu 0,8% em março, para 4,75 milhões de pessoas. Este é um recorde da série histórica, além de ser a quinta alta mensal consecutiva na taxa.

Por fim, ainda foram conhecidos o PPI (Producer Prices Index) e o PIB da Zona do Euro. Enquanto a inflação ao produtor foi de 3,6% em fevereiro, a retração trimestral da economia europeia entre outubro e dezembro alcançou 0,3%.

Bancos pressionam novamente
O setor bancário voltou a operar no vermelho pelo velho continente. Em Frankfurt, as ações do Deutsche Bank caíram 3,22%, enquanto as do Santander recuaram 3,95% em Madri, e as do Barclays cederam 2,58% em Londres.

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Também na bolsa britânica, os papéis da Cairn Energy dispararam 4% após a compra da Agora Oil and Gas por US$ 450 milhões. Ainda se destacaram negativamente algumas produtoras de commodities, como a Randgold (-2,58%) e a Vedanta Resource (-2,54%), também na sessão londrina.

Títulos públicos
Com os temores pela Espanha (5,45% frente a 5,35%), os yields de seus papéis da dívida subiram no mercado secundário. Também tiveram movimentos de alta os títulos de Itália (5,16% versus 5,10%), Portugal (11,84% contra 11,67%), França (2,92% ante 2,90%) e Grécia (21,29% em relação a 21,10%). Os bônus da Alemanha (1,80%) permaneceram estáveis.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 FTSE 100 -0,62 5.838 -1,23 +4,77 
 DAX 30 -1,05 6.982 +0,88 +18,38 
 CAC 40 -1,62 3.407 -2,70 +7,82 
 SMI -0,65 6.259 +1,78 +5,43 
 IBEX 35 -2,71 7.825 -8,63 -8,66 
 FTSE MIB -2,04 15.624 -7,56 +3,54