Com caixa mais apertado, Berkshire reduz ritmo de aquisição de ações

Crise e prejuízo recorde levam caixa da holding próximo a patamar mínimo estabelecido por Warren Buffett, seu CEO

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SÃO PAULO – A Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, está reduzindo o seu ritmo de aquisições de ações após ver seu caixa sofrer com a crise, atingindo um patamar próximo ao limite mínimo de segurança estipulado.

A holding tem reduzido gastos nos últimos períodos após a sua posição em dinheiro aproximadamente cair 60% desde setembro de 2007. Na época, o caixa da companhia somava US$ 47,1 bilhões. Em abril deste ano, o mesmo já estava abaixo de US$ 20 bilhões.

O principal motivo dessa contenção está ligado à crise, que causou forte redução no valor do portfólio da Berkshire, além da rentabilidade declinante durante todo o ano de 2008, causando um prejuízo de US$ 1,53 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Menos capital

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“Nós não temos tanto excesso de capital quanto tínhamos alguns anos atrás”, afirmou Buffett durante uma coletiva de imprensa. Na média, a holding tem gasto US$ 2,9 bilhões por trimestre com a compra de ações; porém, no ano passado essa média caiu bastante.

Durante o quarto trimestre de 2008, a Berkshire gastou somente US$ 691 milhões com a aquisição de ativos, enquanto que vendeu US$ 4,77 bilhões em papéis de companhias como a Procter & Gamble, Johnson & Johnson e ConocoPhillips.