Com bom humor no mercado doméstico, dólar comercial fecha com queda de 0,85%

Apesar do pessimismo na agenda internacional, otimismo doméstico pressionou a moeda; Petrobras, BC e superávit comercial em foco

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SÃO PAULO – Consolidando sua trajetória negativa durante a tarde, o dólar comercial sentiu os efeitos da melhora no mercado interno e fechou esta segunda-feira (16) com significativa perda de 0,85%, sendo cotado na venda a R$ 1,757. A agenda econômica conturbada, o superávit comercial brasileiro e a capitalização de Petrobras estiveram entre os destaques do dia.

No front interno, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h55 e as 16h05 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7573.

Na agenda doméstica, a balança comercial mostrou que as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 427 milhões na segunda semana de agosto. Já o relatório Focus apresentou um tom levemente pessimista nesta semana, reduzindo em 0,03 ponto percentual a mediana das projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, para 7,09%.

Fechando as referências domésticas, destaque para as palavras do presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), José Sérgio Gabrielli, garantindo que a capitalização da empresa ocorrerá em setembro, conforme previsto pela estatal. Estima-se que a operação deve contar com grande aporte de estrangeiros, atraindo dólares ao País.

Divergência internacional
Já no âmbito internacional, o dia mostrou-se negativo na esfera econômica. Enquanto o Japão perdeu o posto de segunda maior economia do mundo para a China, ao relatar uma expansão de 0,4% no PIB no segundo trimestre do ano – era esperada pelos analistas uma expansão de 2% no indicador -, os EUA trouxeram dados decepcionantes tanto no setor industrial quanto no imobiliário.

O NY Empire State Index, que mede o nível da atividade industrial na região de Nova York, marcou 7,1 pontos em agosto, abaixo das estimativas dos analistas que previam 7,5 pontos. Por sua vez, a confiança das construtoras norte-americanas registrou em agosto seu menor patamar em 17 meses, segundo dados da NAHB (National Association of Home Builders) e Wells Fargo.

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Embora a predominância de indicadores negativos tenham aumentado a aversão ao risco dos investidores, o dia positivo no mercado de commodities – sobretudo das matérias-primas metálicas – ajudou a manter os mercados internacionais animados, fazendo com que as principais bolsas do planeta alternassem entre perdas e ganhos durante boa parte do intraday. Já por aqui, o Ibovespa ignorou a instabilidade internacional e manteve-se no azul, caminhando para fechar o dia com ganhos.

Dólar a R$ 1,757
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7550 na compra e R$ 1,7570 na venda, forte baixa de 0,85% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 0,06% em agosto, frente à baixa de 2,66% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,91%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro  encerrou o dia cotado a R$ 1.764, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1.780 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.776 frente à R$ 1.793 do fechamento de sexta-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7570000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,52 para outubro de 2010, 0,02 ponto percentual abaixo do que foi registrado no fechamento anterior.