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SÃO PAULO – Revertendo o cenário visto na abertura, o dólar comercial opera em queda no começo desta tarde. Impulsionado por mineradoras e siderúrgicas, o Ibovespa opera em forte alta, se descolando das baixas de Wall Street. Tanto por aqui quanto por lá, o cenário corporativo é o foco. Há pouco, a moeda norte-americana recuava 0,39%, cotada a R$ 1,779 na venda.
Outra questão que chama atenção nesta terça-feira são os dados da produção mundial de aço. De acordo com dados da World Steel Association, a produção global de aço cresceu 18% em junho deste ano frente ao mesmo período do ano passado.
A notícia ajuda a impulsionar a alta das mineradoras e siderúrgicas brasileiras, com destaque para a Vale (VALE3, VALE5), que está entre as maiores altas do Ibovespa. Como a mineradora tem grande peso no benchmark, seu avanço – que há pouco era de mais de 4% e 5% para as ações ON e PN, nessa ordem, ajuda a compensar o movimento de aversão ao risco comum em dias de queda dos mercados internacionais, levando a cotação do dólar para baixo.
China e EUA
No mercado norte-americano, os resultados corporativos de gigantes como Goldman Sachs, Pepsico e Johnson & Johnson dão o tom do dia. Além disso, na agenda, destaque para o Housing Starts, que mostrou um recuo do número de casas em início de construção em junho, além de ficar abaixo das projeções do mercado no mês. Já o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis no país, indicou aceleração em relação ao mês de maio e ficou acima das expectativas dos analistas em junho.
Contrapondo o efeito negativo de indicadores norte-americanos, a China voltou a ser o centro das atenções no noticiário mundial, desta vez, com perspectivas favoráveis a seu respeito. Assim como na véspera, nesta sessão outros analistas manifestam sua visão de que o governo do país não implementará novas medidas de restrição tão cedo, com alguns acreditando que elas podem até mesmo ser retiradas.
Brasil
Por sua vez, no front doméstico a terça-feira é marcada pelo primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidirá o rumo da taxa básica de juro brasileira. Na última edição do relatório Focus, a mediana das estimativas indicava que a Selic será elevada de 10,25% para 11% ao ano.
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Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.785, baixa de 0,72% em relação ao fechamento de R$ 1.798 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em baixa de 0,61%, atingindo R$ 1.796 frente a R$ 1.807 do fechamento de segunda-feira.