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SÃO PAULO – Com os principais índices acionários internacionais no campo positivo, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quinta-feira (21) em queda de dois pontos-base, atingindo 186 pontos. O dia contou com um movimentado noticiário internacional.
Lá fora, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana veio melhor do que esperava o mercado. O Initial Claims registrou um total de 452 mil novos pedidos no período, melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 455 mil. Do mesmo modo, o indicador ficou abaixo do número registrado na semana anterior, que foi de 475 mil solicitações, conforme os dados revisados.
O mercado recebeu ainda dados da produção industrial na Filadélfia, que ficaram abaixo das estimativas do mercado, apesar de mostrar melhora na passagem mensal. Por fim, o Leading Indicators, que resume alguns dos principais indicadores da economia norte-americana, registrou variação positiva, em linha com as projeções.
Além disso, o governo chinês anunciou dados econômicos relevantes sobre o desempenho econômico do país. Em primeiro lugar, destaque ao PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, que cresceu 9,6%. Apesar de ter sido melhor do que o esperado pelo mercado, o indicador registrou desaceleração na passagem. Na sequência, foi divulgada inflação de 3,6%, superior à variação medida em agosto.Cabe destacar que o investidor repercutiu ainda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que optou por manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano, algo já esperado pelo mercado.
A queda no indicador também reflete, em parte, a última pesquisa de intenção de voto Vox Populli, que mostrou uma baixa ao candidato do PSDB à presidência da República, José Serra. O político é conhecido por sua visão mais conservadora em relação à sua adversária na disputa pelo governo do País, Dilma Rousseff, do PT.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,06% na noite desta quinta-feira, cotado a 139,84 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 184 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.