Publicidade
SÃO PAULO – Com as principais bolsas internacionais no campo positivo, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em queda de oito pontos-base, atingindo 216 pontos. A sessão contou com indicadores de peso na cena norte-americana.
Na agenda dos Estados Unidos, o resultado do Initial Claims da última semana apontou um número menor do que o esperado de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (451 mil novos pedidos na última semana, contra estimativa de 470 mil).
Ainda por lá, o déficit na balança comercial recuou no mês de julho em relação a junho, além de ficar abaixo do esperado por analistas. O déficit comercial dos Estados Unidos passou de US$ 49,8 bilhões, nos dados revisados de junho, para US$ 42,8 bilhões no sétimo mês de 2010, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 47,3 bilhões. Importante notar que o déficit da balança comercial tem sido apontado como um dos principais responsáveis pela contida evolução do PIB norte-americano no segundo trimestre.
Por aqui, destaque para política monetária. Sinalizando manutenção da política monetária nas próximas reuniões, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou a ata de seu último encontro, ocorrido nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. Dois pontos principais permearam o documento. Primeiro, a percepção de que, apesar da desaceleração recente, a economia doméstica continuará em ritmo de expansão, com a demanda interna ainda robusta. E segundo, os efeitos do enfraquecimento da recuperação global – especialmente a norte-americana – no Brasil.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 1,41% na noite desta quinta-feira, cotado a 136,55 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 214 pontos-base.
Continua depois da publicidade
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
|---|---|---|---|
| Global 40 | 136,55 | 138,50 | -1,41 |
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Continua depois da publicidade
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.