Com bolsas externas no campo positivo, risco-País fecha em queda

Indicador calculado pelo banco norte-americano JP Morgan cede cinco pontos-base nesta sexta-feira e atinge 158 pontos

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País fechou a sessão desta sexta-feira (4) em queda de sete pontos-base, atingindo 158 pontos. O movimento do indicador se deu em linha com o avanço dos principais mercados externos, com exceção do Ibovespa.

O dia foi marcado por referências nos EUA. A economia norte-americana registrou a abertura de 36 mil postos de trabalho em janeiro, segundo o Relatório de Emprego. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 148 mil postos no período. Vale ressaltar que em dezembro foram abertas 121 mil vagas de emprego, segundo dados revisados.

Já a taxa de desemprego caiu para 9,0%, ficando melhor do que as expectativas do mercado, de 9,5%. Por outro lado, os ganhos por hora trabalhada subiram 0,4%, superando as projeções dos analistas, de alta de 0,2%. Por fim, a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 34,2 horas, resultado inferior às expectativas dos analistas e do resultado de dezembro, ambos de 34,3 horas.

Egito
Além disso, a questão dos conflitos no Egito voltou ao centro das atenções neste pregão. De acordo com agências internacionais, a equipe do presidente dos EUA, Barack Obama, iniciou um processo de discussão com oficiais do governo do Egito para negociar a renúncia do presidente Hosni Mubarak e a transição para um governo democrático.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,15% na noite desta sexta-feira, cotado a 134,75 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 158 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.