Com bolsas externas no campo positivo, risco-País fecha em queda de 2 pontos

Mercado repercute a divulgação do Livro Bege do Fed, que revela que a economia dos EUA segue se recuperando de forma moderada

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SÃO PAULO – Com as bolsas internacionais em alta, excluindo o principal índice da bolsa brasileira, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (8) em queda de dois pontos-base, atingindo 224 pontos. O mercado repercutiu a divulgação de indicadores econômicos relevantes nos Estados Unidos.

Nos EUA, o Livro Bege do Federal Reserve revelou que a economia do país segue se recuperando a passos lentos. Compilado pelas 12 unidades regionais do Fed, o documento afirma que “o crescimento econômico em ritmo moderado foi a descrição mais comum das condições”. Já as pressões inflacionárias seguem limitadas.

O Livro Bege, que se refere ao período entre a metade de julho e o final de agosto, também mostrou que, apesar de ainda estar crescendo em ritmo moderado, a economia mostra mais sinais de desaceleração do que nos períodos anteriores.

Além disso, o banco central norte-americano também divulgou nesta sessão o Consumer Credit, que revelou recuo ajustado sazonalmente de US$ 3,6 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre junho e julho. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, de recuo de US$ 5,2 bilhões no período. No total, o crédito concedido chegou a US$ 2,422 trilhões. Este é o sexto recuo consecutivo da base de crédito ao consumidor nos EUA.

Ainda por lá, o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que o país não pode arcar com a extensão dos incentivos fiscais dados na era Bush aos mais ricos, ao mesmo tempo em que voltou a defender o pacote de US$ 50 bilhões para investimentos em infraestrutura. Obama pretende estender os cortes para cidadãos com renda anual até US$ 250 mil. “Eu acredito que devemos tornar os incentivos fiscais para a classe média permanentes”, afirmou.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 1,12% na noite desta quarta-feira, cotado a 138,50 centavos de dólar.

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 224 pontos-base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 138,50 136,97 +1,12

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.