Com bolsas externas no campo positivo, indicador risco-País fecha em queda

Por aqui, cautela com novas medidas do governo é destaque; lá fora, novas projeções do Fed para a economia dos EUA em foco

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta quarta-feira (27) em queda de cinco pontos-base, aos 175 pontos, refletindo o clima otimista nas principais bolsas internacionais. Por aqui, a atenção dos investidores ficou por conta da expectativa de que novas medidas macroprudenciais ainda podem ser anunciadas pelo governo como parte do combate à inflação.

Assim, a Nota de Política Monetária divulgada pelo Banco Central ganhou maior relevância. Nela, o governo revelou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,752 trilhão em março deste ano, o que representa um crescimento de 1,0% em relação ao apurado em fevereiro.

EUA
Nos EUA, a autoridade monetária manteve a linguagem tanto em relação ao QE2 quanto à Fed Funds Rate, que seguirá em seu menor patamar histórico, de 0% a 0,25% ao ano. Além disso, o Fed elevou sua projeção para a inflação nos EUA e reduziu sua perspectiva de crescimento da economia para este ano, enquanto o presidente da autoridade monetária, Ben Bernanke, disse em coletiva que o PIB do país no primeiro trimestre deve ser fraco, mas afastou a possibilidade de um QE3.

Na pauta econômica, destacou-se o avanço de 2,5% do Durable Good Orders – que mede o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana – no mês de março, superando as expectativas do mercado de alta de 1,8%.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quarta-feira estável, cotado a 135,01 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 175 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.