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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta terça-feira (19) em nova alta de 10 pontos-base, atingindo 191 pontos. O movimento do indicador se deu em linha com a baixa vista nos principais mercados internacionais nesta sessão, refletindo dados do setor imobiliário norte-americano e resultados corporativos.
Nos Estados Unidos, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 610 mil casas no resultado anualizado de setembro, superior aos 579 mil imóveis esperados. Já o Building Permits de setembro, que mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA, mostrou 539 mil permissões para construção civil, o que representa desaceleração em relação ao indicador de agosto, que foi revisado para 571 mil. Do mesmo modo, o indicador também ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontavam 565 mil permissões.
As bolsas também foram influenciadas pelo noticiário corporativo dos EUA. Os balanços da Apple e do Bank of America decepcionaram o mercado, enquanto o Goldman Sachs, contudo, surpreendeu positivamente. Ademais, a notícia de que grandes instituições financeiras exigem que o BofA recompre financiamentos que estavam securitizados em operações estruturadas também pressionou os índices por lá no final da sessão.
Outra notícia que pesou nos mercados nesta terça-feira foi a alta do juro na China. As commodities repercutiram o anúncio com forte desvalorização.
Cabe destacar que o movimento do risco-País neste dia ainda reflete a decisão anunciada na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de uma nova alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado sobre investimentos estrangeiros em renda fixa e fundos multimercados e de ações – que passou de 4% para 6% – e também da alíquota cobrada sobre a margem de garantia em todas as aplicações feitas no mercado futuro da BM&F Bovespa por estrangeiros.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,14% na noite desta terça-feira, cotado a 139,85 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 191 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.