Com bolsas externas em alta, indicador de risco-País fecha em queda de um ponto

Dia é marcado pela reunião do Copom no Brasil, que decide aumentar a Selic em 0,25 p.p., indo para 12% ao ano

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta quarta-feira (20) em queda de um ponto-base, aos 175 pontos. O movimento reflete a espera dos investidores pelo desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) nesta noite, na qual ficou estabelecido o aumento de 0,25 ponto percentual à taxa Selic, indo para 12% ao ano.

Reforçando as apostas de que o Copom poderia promover uma elevação na taxa de juros, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) marcou aumento no ritmo de elevação dos preços com inflação de 0,77% em abril, taxa 0,17 ponto percentual maior que a registrada em março, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Europa
A crise fiscal europeia voltou ao foco dos investidores, com Portugal realizando nesta quarta-feira uma nova emissão de títulos, com prazo máximo de seis meses, totalizando € 1 bilhão. O juro cobrado foi de 5,529%, superior a emissão com prazo semelhante anterior à confirmação do pedido de auxílio econômico. Na Espanha, a emissão foi de títulos com longo prazo, totalizando € 2,5 bilhões, também com um juro maior à ultima captação.

Referências dos EUA
Na agenda norte-americana, números positivos ajudaram a diminuir a procura dos investidores pelos títulos públicos. Por lá, chamou atenção os números do Existing Home Sales, mostrando que o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou acima das expectativas de analistas durante o mês de março, de acordo com os dados divulgados pela Associação de Corretoras de Imóveis do país. 

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quarta-feira em queda de 0,06% cotado a 134,87 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 175 pontos-base. 

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global. 

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.