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SÃO PAULO – Os preços dos Treasuries encerraram a sessão desta quinta-feira (3) em queda pelo segundo dia consecutivo, refletindo o bom humor nos principais mercados internacionais em meio a indicadores positivos na economia norte-americanana.
Nesta quinta-feira, o Fed comprou US$ 7,24 bilhões em títulos do Tesouro, como parte do programa “QE2”, no qual a autoridade planeja comprar US$ 600 bilhões em notas públicas até o final do segundo trimestre deste ano, a fim de injetar recursos no mercado do país e estimular uma recuperação econômica.
Corte nos gastos
A questão do corte nos gastos do governo norte-americano voltou a pauta nesta quinta-feira, com representantes do partido democrata nos EUA pedindo uma postura mais firme da Casa Branca sobre o projeto do partido republicano que consiste em cortar US$ 61 bilhões em gastos públicos neste ano, em uma tentativa de reduzir o déficit do país, previsto para fechar 2011 em US$ 1,65 trilhão.
À favor da medida, Bill Gross, CIO (Chief Investment Officer) da Pimco – maior gestora de títulos públicos do mundo -, incitou os legisladores a cortar o déficit, porém, de maneira mais lenta, a fim de não impactar na recuperação econômica dos EUA. “Vamos cortar o déficit, mas vamos fazê-lo gradualmente,” disse Gross.
Gross afirmou ainda que os Treasuries podem perder o apelo de serem considerados títulos seguros, preocupando muitos investidores que ao primeiro sinal de aversão ao risco correm para o mercado de notas públicas norte-americanas. Para ele, os rendimentos dos Treasuries sofrerá grandes variações quando o Fed encerrar seu programa “QE2”. Apesar disso, os yields dos Treasuries tendem a acompanhar o crescimento do PIB norte-americano, estimado em 5% para 2011.
Agenda
Destaque na agenda dos EUA ficou com o número de pedidos de auxílio desemprego, que veio melhor que as expectativas na última semana. O Initial Claims registrou 368 mil novas solicitações no período, enquanto as projeções eram de 400 mil.
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Por sua vez, a prévia da produtividade no mercado de trabalho norte-americano avançou 2,6%, acima das expectativas de 2,3%. Já o ISM Services ficou em 59,7 pontos na passagem de janeiro e fevereiro, resultado superior às projeções de analistas.
Europa e Líbia
Na Europa, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, sinalizou que a taxa de juro pode sofrer aumento na próxima reunião da autoridade monetária. “Não digo que vai acontecer, mas é uma possibilidade”, disse Trichet.
Embora o noticiário tenha apontado outros focos na sessão, o mercado ainda segue de olho na situação na Líbia. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou durante entrevista coletiva ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, a violência usada contra os manifestantes na Líbia, por conta da qual ambos estão “indignados”.
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“A violência deve parar. Gaddafi perdeu sua legitimidade para liderar e deve sair”, afirmou o Obama, ao mesmo tempo em que defendeu as aspirações do povo líbio por liberdade, democracia e dignidade.
Yields
Os títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referencial de juros a longo prazo nos EUA, fecharam esta quinta-feira com rendimento de 3,56%. Por sua vez, os títulos de 5 anos rendiam 2,28% e os de 30 anos 4,62%.
No fechamento da quarta-feira os rendimentos dos principais títulos do tesouro norte-americano foram 3,47%, 2,17% e 4,57% respectivamente, como mostra a tabela abaixo:
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| Título | % Atual | % Anterior | Diferença |
|---|---|---|---|
| 5 anos | 2,28 | 2,17 | +0,11 |
| 10 anos | 3,56 | 3,47 | +0,09 |
| 30 anos | 4,62 | 4,57 | +0,05 |