Com bolsas dos EUA no campo positivo, risco-País fecha a sessão em baixa

Indicador cai quatro pontos-base, repercutindo a divulgação de indicadores econômicos e o noticiário internacional

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta segunda-feira (19) em queda de quatro pontos-base, atingindo 221 pontos. A sessão contou com a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e com o noticiário internacional, que mexeu positivamente com o ânimo dos investidores.

No setor imobiliário norte-americano, a confiança das construtoras registrou em julho seu menor patamar desde abril de 2009. No período, o índice NAHB/Wells Fargo caiu para 14 pontos, face aos 16 pontos registrados em junho. Do mesmo modo, o resultado veio abaixo das expectativas dos analistas, as quais sugeriam 15 pontos.

Apesar disso, uma pesquisa do NABE (National Association for Business Economics) mostrou que a recuperação econômica dos EUA continuou durante o segundo trimestre do ano, embora o ritmo de crescimento tenha recuado. Os economistas citam mais contratações e menos cortes de vagas, com 31% das empresas contratando mais trabalhadores entre abril e junho, o maior nível em três anos.

No front internacional, trazendo de volta os temores em relação à Zona do Euro, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os títulos da dívida irlandesa de “Aa1” para “Aa2”, enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) suspendeu o auxílio financeiro à Hungria.

Mas as declarações do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de que a economia do país está se desenvolvendo conforme o planejado, ajudaram a melhorar o humor dos mercados na sessão. O anúncio de que a China ultrapassou os EUA e agora é o maior consumidor mundial de commodities energéticas também repercutiu. 

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,11% na noite desta segunda-feira, cotado a 135,45 centavos de dólar.

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 221 pontos-base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 135,45 135,30 +0,11