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SÃO PAULO – Por mais uma sessão o dólar comercial encerrou as negociações em forte queda, refletindo a maior liquidez do mercado de câmbio, após as recentes captações feitas por bancos e empresas brasileiras. O movimento ainda foi ditado pelo otimismo do mercado após os elogios recebidos do FMI e pelo sucesso da rolagem de cambiais pelo BC.
BBA e Banespa anunciam novas captações no exterior
Dando continuidade às captações feitas por bancos e empresas brasileiras no exterior e refletindo a melhora na percepção do investidor estrangeiro em relação ao Brasil, o BBA, recém incorporado pelo Itaú, e o Banespa lançaram operações no exterior. Para o primeiro, a taxa será ofertada entre 5,25% e 5,5% ao ano, enquanto os papéis do Banespa oferecerão rendimentos entre 6,5% e 6,75% ao ano.
BC encerra rolagem da dívida do dia 23 de abril
Nesta tarde o Banco Central concluiu a rolagem da dívida cambial de US$ 1,094 bilhão em títulos e swaps cambiais que vence no próximo dia 23. Para isso foram ofertados US$ 800 milhões em títulos, dos quais foram vendidos US$ 524 milhões, completando a substituição dos títulos, iniciada dia 08 de abril, terça-feira.
Títulos foram ofertados em três datas de vencimento
Inicialmente foram ofertados 3,1 mil swaps com vencimento para 15 de outubro de 2003, dos quais foram vendidos 1,865 títulos à taxa média de 6,59%. Do lote de 6,4 mil contratos oferecidos com vencimento para 02 de fevereiro de 2004, foram vendidos 1,8 mil à taxa linear de 7,82%.
Já os dois últimos lotes foram integralmente vendidos, sendo um de 5,5 mil swaps com vencimento para 01 de julho de 2004, vendidos à taxa média de 8,94%, e o outro de 2,3 mil contratos com vencimento para 01 de outubro de 2004, vendidos à taxa média de 9,38%.
Governo petista continua recebendo elogios
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, continuam nos Estados Unidos, onde têm se reunido com banqueiros e representantes do governo norte-americano para abordar o cenário econômico brasileiro.
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Neste sentido, desta vez foi o FMI (Fundo Monetário Internacional) quem elogiou a política economia que vem sendo implementada pelo governo petista, ressaltando sempre o cumprimento com a austeridade fiscal e monetária e a política de contenção da inflação.
Também foi anunciado por Palocci, ao final destes encontros nesta terça-feira, que o Banco Central não deve intervir no mercado de câmbio, devendo este se ajustar, encontrar um equilíbrio por si só.
Também foi dito que os índices inflacionários que indicaram aceleração no ritmo de reajuste de preços foram bastante pontuais, não devendo seguir esta tendência, estando o mercado agora atento à divulgação da segunda prévia do IGP-M, que deve ser anunciada ao final desta tarde, podendo ou não confirmar esta projeção.
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Dólar encerrou no seu menor patamar desde 02/09/02
Desta forma, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0750 na compra e R$ 3,0800 na venda, forte baixa de 2,63% em relação ao fechamento anterior, sendo este o menor patamar atingindo pela cotação da moeda norte-americana desde 02 de setembro de 2002.
No mercado paralelo, a moeda dos EUA encerrou a R$ 3,2790, representando um ágio de 6,63% em relação ao dólar comercial. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 8,23% em abril, frente a baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 13,30%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 3.104, forte baixa de 2,76% em relação ao fechamento de R$ 3.192 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte baixa de 2,67%, atingindo R$ 3.155 frente a R$ 3.241 do fechamento de ontem.
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FRA de cupom cambial encerrou em queda
O FRA de cupom cambial mais próximo, para junho de 2003, fechou a 3,80%, frente aos 4,50% do fechamento de segunda-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2003, encerrou a 4,50%, frente aos 5,20% apurados na última sessão.