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SÃO PAULO – Influenciado por notícias positivas divulgadas no âmbito interno, como a desaceleração da inflação, o forte desempenho da balança comercial brasileira na última semana e também o sucesso da rolagem de cambiais pelo Banco Central, o dólar encerrou as negociações desta segunda-feira em queda, no seu menor patamar desde 08 de agosto de 2002, quando esteve a R$ 2,9150.
IPC evidencia desaceleração da inflação
Outra notícia que animou o mercado foi a divulgação de que a inflação desacelerou na terceira prévia para abril do IPC (Índice de Preços ao Consumidor). No período o índice registrou inflação de 0,71%, abaixo dos 0,84% da segunda prévia de abril e também das expectativas do mercado, que giravam entre 0,80% e 0,90% para essa prévia.
Superávit comercial atinge US$ 5,248 bilhões em 2003
Os dados da balança comercial brasileira relativos à semana encerrada em 27 de abril, divulgados pela manhã, mostraram que neste período foi registrado um superávit de US$ 403 milhões, resultado de exportações de US$ 1,318 bilhão e importações de US$ 915 milhões./
Com mais este desempenho, no acumulado de 2003 o superávit comercial do Brasil atinge US$ 5,248 bilhões, resultado de US$ 19,919 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e de US$ 14,671 bilhões destinados ao exterior para pagamento de importações.
Banco Central consegue rolar 100% da sua oferta
No início da tarde, contribuindo para o otimismo dos investidores, o Banco Central anunciou que rolou totalmente a parcela de US$ 950 milhões, da dívida de US$ 1,7 bilhão em títulos e swaps cambiais que vencem no próximo dia 7, oferecida ao público nesta segunda-feira.
Foram ofertados e integralmente vendidos 5,1 mil contratos com vencimento para 1º de setembro de 2003, à taxa de 5,16%; outros 10,5 mil contratos que vencem em 02 de fevereiro de 2004, à taxa média de 7,18%; 2,2 mil swaps que vencem em 1º de julho de 2004, à taxa de 8,11%; 1,2 mil à taxa de 9,04% e com vencimento para 03 de janeiro de 2005 e 1,3 mil contratos que vencem em 03 de outubro de 2005, à taxa média de 10,05%.
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Divergências no governo limitam maior queda
Por outro lado, as divergências entre membros do próprio governo com relação às reformas contribuíram para limitar a queda do dólar. Neste sentido, a senadora Heloísa Helena (PT-AL), o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) se reuniram neste final de semana.
Todos têm o intuito de organizar atos públicos contra as reformas Tributária e da Previdência, e se comprometeram até a entrar na Justiça para suspender programas feitos pelo governo para anunciar as reformas.
Dólar encerra cotado a R$ 2,9590
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9580 na compra e R$ 2,9590 na venda, forte baixa de 1,63% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,1970, representando um ágio de 8,08% em relação ao dólar comercial.
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Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 11,75% em abril, frente a baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,62%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 2.966, forte baixa de 1,72% em relação ao fechamento de R$ 3.018 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,44%, atingindo R$ 3.021 frente a R$ 3.065 do fechamento de sexta-feira.
FRA de cupom
O FRA de cupom cambial mais próximo, para junho de 2003, fechou a 2,70%, frente aos 2,95% do fechamento de sexta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2003, encerrou a 3,45%, frente aos 3,50% apurados na última sessão.