Com blue chips em baixa, Ibovespa intensifica a queda observada na abertura

Principais bolsas do mundo recuam nesta sessão marcada por indicadores norte-americanos e resultados corporativos

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SÃO PAULO – O Ibovespa intensifica a trajetória de queda observada na abertura, e passa a recuar 0,76% a 71.137 pontos, no início da tarde desta quarta-feira (10). O dia é marcado por diversas referências externas e internas, como indicadores do mercado de trabalho nos EUA, resultados corporativos, balança comercial na China e inflação no Reino Unido.

Os principais índices acionários das bolsas europeias caminham para um fechamento em queda acentuada, e no mesmo sentido as bolsas em Wall Street ficam no campo negativo. A reunião do G-20, marcada para acontecer na próxima quinta-feira (12), não anima os investidores à medida que os mesmo não nutrem grandes expectativas quanto a uma resolução para a questão da guerra cambial.

Ibovespa em queda
Dentre as ações que compõem o Ibovespa o principal destaque negativo fica com as ações Rossi Resid ON (RSID3), que registram desvalorização de 5,59% e são cotadas a R$ 15,20. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 0,87%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RSID3 Rossi Resid ON 15,20 -5,59 +0,87 21,66M
 MRVE3 MRV ON 15,18 -4,53 +9,50 40,22M
 PDGR3 PDG Realty ON 10,10 -4,08 +18,02 67,18M
 GFSA3 Gafisa ON 13,00 -3,92 -6,99 76,18M
 BVMF3 BMFBovespa ON 13,26 -3,14 +11,56 148,43M

As ações da Copel despontam na ponta compradora, assim como as da Vivo. Ambas as empresas divulgaram seus resultados trimestrais. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LIGT3 Light ON 22,10 +2,65 -0,27 21,52M
 CPLE6 Copel PNB 43,13 +2,18 +18,43 33,11M
 VIVO4 Vivo Part PN 52,32 +2,17 +0,23 31,59M
 TLPP4 Telesp PN 41,67 +1,81 +5,40 1,12M
 CCRO3 CCR Rodovias ON 45,97 +1,64 +20,73 17,39M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

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Fora do índice, destaque à forte queda das ações do Banco PanAmericano (BPNM4), que na noite passada anunciou aporte de R$ 2,5 bilhões de seu principal acionista, o Grupo Silvio Santos, por conta de suspeita de fraudes. A notícia engatilha a queda de outros bancos de médio porte na sessão.

Cenário global e indicadores norte-americanos
Na agenda dos Estados Unidos os números de auxílio desemprego ficam em destaque nesta sessão. O Initial Claims registrou um total inferior ao projetado pelo mercado e do apontado na semana anterior. Já o déficit na balança comercial norte-americana recuou no mês de setembro além de ter ficado abaixo do esperado pelos analistas.

As referências vindas da Europa ficam com o documento sobre a inflação no Reino Unido, que mostrou que a expectativa de aumento dos preços permanecerá acima da meta do banco central, de 2%, em 2011. Além disso, os resultados decepcionantes de alguns bancos europeus ajudam a impactar as bolsas no continente.

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Por fim, no campo asiático são animadores os dados da balança comercial da China, publicados ainda nesta sessão. O governo chinês anunciou que o saldo positivo da balança atingiu US$ 27,15 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 16,9 bilhões vistos em setembro.

Plano interno
No Brasil, destaque ao IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que apontou inflação de 0,97% na primeira prévia de novembro. O indicador manteve a mesma tendência de aceleração dos preços vista em outras semanas e em outros índices, como o IPCA.

Já o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) apontou redução no ritmo de avanço dos preços. O indicador registrou inflação de 1,03%, acima das expectativas do mercado, que, segundo o último relatório Focus, esperava variação de 0,82% no acumulado mensal.

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A produção da indústria nacional novamente recuou em nove das 14 regiões pesquisadas na passagem de agosto para setembro, como mostra a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A maior queda ocorreu na região do Rio Grande do Sul (-2,3%), desempenho pressionado principalmente pela paralisação ocorrida no refino de petróleo e produção de álcool. Outros destaques negativos ficam por conta de Amazonas (-2,1%), Ceará (-2,0%) e Rio de Janeiro (-1,8%).

E para fechar, são aguardados após o encerramento do pregão um grande número de resultados a exemplo do Grupo Pão de Açúcar, Klabin, OGX, Light e CPFL Energia.

Câmbio e renda fixa
O dólar intensificou a trajetória de alta observada nesta manhã e passa a avançar 0,71% no início desta tarde, sendo cotada a R$ 1,711 na venda.

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Já no mercado futuro da BM&F, os principais contratos de juros futuros apresentam taxas sem tendência definida nesta quarta-feira.

Treasuries e petróleo
A procura pelos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de longo prazo nos EUA, mostra alta nesta sessão. No mesmo sentido, o risco-país avança para 175 pontos-base.

No mercado de commodities, o dia é marcado por cotações divididas, com o preço do petróleo valorizando 0,23% em Nova York e os metais, como ouro e prata, recuando no início desta tarde.