Mercados de cripto

Com aversão ao risco global, Bitcoin tem queda de 5% e Ethereum afunda mais de 9%; demais criptomoedas também caem

Movimento acontece em meio à busca por ativos considerados "porto seguro" diante de novas preocupações com a Covid

SÃO PAULO – Em um dia de maior aversão ao risco nos mercados globais, diante de preocupações com um menor crescimento econômico dada a disseminação da nova variante de coronavírus, a Delta, as criptomoedas não ficaram de fora do movimento de queda dos mercados.

Com os investidores buscando ativos mais seguros, como títulos do governo americano, o Bitcoin apresentava queda de 4,9% em dólar, por volta das 18h, em relação às 24 horas anteriores, negociado a US$ 32.842,91, segundo dados do CoinMarketCap.

A maioria das outras moedas digitais também apresentou queda nesta quinta, como é o caso do Ethereum, que tinha baixa da ordem de 9,3%, a US$ 2.140,78. A moeda meme, o Dogecoin, também tinha queda, de 9,5%, a US$ 0,21.

João Canhada, CEO da Foxbit, explica que o movimento de baixa do Bitcoin desde maio deve-se à medida da China de repreender a mineração da moeda digital, fazendo com que as mineradoras tenham que migrar suas operações para outros países. “Isso por si só já tem causado um despejo de investidores que entraram recentemente no mercado e tinham visto suas economias valorizarem absurdamente, seguidas por uma queda nos meses de maio e junho”, afirmou em entrevista à edição extra do Radar desta quinta-feira. (confira no vídeo acima)

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Desde maio, o Bitcoin acumula queda da ordem de 12% até esta quinta. No ano, o desempenho é positivo, com ganhos de 13,3%, em dólar.

Diante de um cenário ainda de consolidação da moeda e com incertezas provocadas pelas restrições na China, Canhada recomenda cautela e afirma que quem ainda não tem exposição ao BItcoin, é melhor esperar.

“Ainda estamos em um momento em que os suportes vão ser testados. Uma vez voltando aos US$ 29 mil é bem possível que busque os US$ 20 mil. Agora, estamos em um patamar de US$ 30 mil a US$ 35 mil, o que não oferece uma margem de ganho e retorno atrativa; é melhor aguardar”, disse.

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Para o investidor de longo prazo, Canhada afirma que os fundamentos do Bitcoin permanecem e que uma exposição, de 1% a 3% do portfólio à criptomoeda faz sentido, quando num horizonte de investimento de três a cinco anos. “Com esse prazo é saudável fazer o investimento e provavelmente vai se mostrar vencedor”, completou.

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