Com avanço dos estoques nos EUA, petróleo sofre segunda queda consecutiva

Cotações ignoram dados positivos da quinta-feira e também são influenciadas pela alta do dólar; valor do barril cai 0,86% em NY

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SÃO PAULO – Ignorando indicadores positivos desta quarta-feira (26), o petróleo assumiu o avanço dos estoques norte-americanos do produto e fechou a sessão em queda, pelo segundo dia consecutivo.

O contrato com vencimento em outubro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, encerrou cotado a US$ 71,43 por barril, queda de 0,86% frente ao fechamento anterior.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 71,65 no pregão desta quarta-feira, baixa de 0,23% em relação ao último fechamento.

Estoques

Entre as semanas terminadas em 14 e 21 de agosto, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 200 mil barris, atingindo o patamar de 343,8 milhões de barris.

O aumento, embora tímido, surpreendeu os analistas, já que a média das projeções apontava queda de 1,15 milhão de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Câmbio

Somando à pressão sobre as cotações, o dólar avançou contra as divisas internacionais durante esta quinta-feira.

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Uma valorização da moeda dos EUA geralmente se traduz em pressão de queda nas cotações do produto, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços de óleo bruto são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que costumam migrar para aplicações mais seguras.

Indicadores

Por outro lado, surpreendendo positivamente o mercado, o New Home Sales marcou vendas de 433 mil casas nos Estados Unidos, número superior àquele revisado do mês anterior, que passou de 384 mil para 395 mil, e as expectativas do mercado, que giravam em torno de 390 mil moradias.

Por sua vez, o indicador Durable Good Orders avançou para 4,9% no referido mês, enquanto o mercado esperava alta de 3,2%. Os dados de junho foram revisados de uma queda de 2,5% para -1,3%.

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Opep

Paralelamente, o ministro venezuelano de petróleo, Rafael Ramirez, revelou que dificilmente os de países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) irão concordar em aumentar sua produção na próxima reunião do cartel, apesar das preocupações de que as cotações de óleo bruto estejam muito altas para os fracos fundamentos da economia. O encontro está marcado para o dia 9 de setembro, em Viena – Áustria.