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SÃO PAULO – O indicador de risco-País fechou a sessão desta terça-feira (8) em queda de um ponto-base, atingindo 161 pontos. O movimento do indicador se deu em linha com o avanço dos principais mercados internacionais, apesar do noticiário marcado por referências mistas no pregão.
Lá fora, o PBoC (Banco Popular da China) decidiu elevar o juro básico chinês em 0,25 ponto percentual, como medida para tentar combater o avanço da inflação. Contudo, a maior parte dos investidores já havia antecipado tal medida, e com isso seu anúncio teve efeito reduzido.
Também repercutiu a notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating soberano em moeda local da Jordânia, contribuindo para aumentar o clima de cautela, em meio aos conflitos populares registrados no Egito nos últimos dias em torno do governo de Hosni Mubarak.
No front doméstico, o dia foi marcado pela divulgação de indicadores de preços, que seguiram demonstrando inflação acima das expectativas por aqui. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou o IPCA de janeiro, que foi de 0,83%. O resultado superou tanto a medição de dezembro (+0,63%) quanto a mediana das projeções contidas no último relatório Focus (+0,78%).
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,11% na noite desta terça-feira, cotado a 134,55 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 161 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.