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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta segunda-feira (21) em queda de 11 pontos-base, dando continuidade à tendência negativa observada na última sessão e indo para os 171 pontos. O movimento reflete clima positivo nos principais mercados internacionais, com ânimo decorrente das notícias favoráveis vindas dos dois principais focos de preocupação dos mercados nos últimos dias – crise no Japão e conflitos na Líbia.
O noticiário trouxe a informação de que foi possível restabelecer o fornecimento de energia para alguns reatores na usina de Fukushima, aliviando um pouco as tensões acumuladas nos últimos dias. Segundo a Comissão Reguladora da Energia Nuclear dos Estados Unidos, os sistemas de contenção de três reatores da usina de Fukushima, no Japão, estão intactos e funcionando. Ademais, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que existem progressos “lentos, mas firmes” nos trabalhos para esfriar os reatores e restaurar a eletricidade da usina nuclear.
Líbia
Após o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) ter aprovado a resolução permitindo que forças ocidentais evitassem a violência a civis no país, autoridades em Trípoli disseram que um míssil disparado para matar Muammar Gaddafi destruiu um edifício em seu complexo fortificado, depois de ter sido bombardeado entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira.
Segundo agências internacionais, a coalizão liderada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha já teria eliminado parte da força aérea do ditador Muammar Gadaffi e impedido seus avanços à cidade de Benghazi, reduto rebelde.
Agenda Interna
Por aqui, a divulgação do relatório Focus mostrou nova queda das expectativas sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Segundo os economistas ouvidos pelo BC, projeta-se um crescimento de 4,03% da economia em 2011. Já as projeções para a inflação seguem em alta, com o relatório apontando que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação do governo, deve marcar avanço de 5,88% no acumulado do ano.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa segunda-feira em queda de 0,02% cotado a 134,82 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 171 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.