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SÃO PAULO – Depois de passar o dia no campo negativo, chegando recuar mais de 2%, as ações preferenciais da Telebrás (TELB4) subiram forte na última meia hora de pregão, encerrando com valorização de 2,4%. A reação deve-se à decisão do conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em autorizar a estatal comercializar serviço de conexão de internet.
Desde a abertura, os papéis da companhia oscilavam em baixa, chegando recuar 2,4% por volta das 13h00 (horário de Brasília), marcando mínima em R$ 1,22. Com a medida, publicada entre 17h30, os ativos iniciaram rapidamente um processo de recuperação, fechando em alta de 2,40%, a R$ 1,28. A máxima fora alcançada às 17h47, quando cravou alta de 3,2% (R$ 1,29).
Peça-chave do PNBL
A conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria, explicou que a licença nacional de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) concedida para a Telebrás é igual à emitida para outros provedores de acesso. Assim, a estatal poderá ofertar serviços de comunicação de dados tanto no atacado, quanto no varejo, peça-chave no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
O plano prevê que 68% dos domicílios tenham banda larga em 2014, com o pacote mais básico oferecido a R$ 15 permitindo o usuário a ter uma velocidade de conexão de até 512 kbps, preço que promete incomodar a concorrência. Outro plano disponível, também abaixo da média do mercado, custaria até R$ 35 e ofereceria uma velocidade de conexão entre 512 Kbps e 784 Kbps. Haveria também a venda de uma conexão de 1 Mbps por R$ 230, na rede de atacado.
De acordo com o governo, o objetivo principal é estimular a concorrência entre as grandes prestadoras e os pequenos provedores, que não dispõem de rede própria e dependem do serviço de seus próprios concorrentes. Só haveria atuação da Telebrás ao consumidor final em áreas sem interesse comercial de outras empresas.