Com aumento no IOF e dados norte-americanos, risco-País fecha em forte alta

Indicador calculado pelo banco JP Morgan avança 13 pontos no pregão e chega aos 181 pontos-base

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em forte alta de 13 pontos-base, atingindo 181 pontos. O dia contou com o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de nova elevação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investimento estrangeiro em renda fixa, que passou de 4% para 6%.

O governo já havia anunciado, em 4 de outubro, elevação do imposto de 2% para 4%. Além disso, Mantega também anunciou a elevação, de 0,38% para 6%, do IOF cobrado sobre a margem de garantia dos investimentos estrangeiros no mercado futuro. Atuar nesse segmento, declarou o ministro, é fundamental para conter a valorização do real, já que a taxa de câmbio é formada essencialmente no mercado de derivativos, de acordo com o ministro. Mantega alegou também que o capital especulativo deve ser o mais impactado pelo aumento das taxas.

Referências externas
Dados da economia norte-americana também voltaram a influenciar o mercado nesta segunda. O destaque ficou com os dados divulgados acerca da produção industrial dos EUA, que apresentou queda de 0,2% enquanto analistas esperavam crescimento de 0,2%. Além disso, o Capacity Utilization mostrou que a capacidade industrial ocupada foi de 74,7%, ligeiramente abaixo do projetado.

Além disso, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, que reafirmou ser favorável a novas medidas de estímulos por parte do banco central dos EUA, citando os riscos de desaceleração econômica e deflação. Lockhart também falou sobre a desvalorização do dólar frente as principais moedas do mundo. Segundo ele, a retomada do programa de compras de Treasuries pode afetar ainda mais a moeda, elevando os receios do mercado quanto à saúde econômica do país.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,25% na noite desta segunda-feira, cotado a 140,05 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 181 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.