Com aumento do ICMS, cesta básica pode chegar a R$ 198,85 em São Paulo

Análise foi feita pela Fipe, levando em consideração o impacto do aumento do tributo em alguns itens. Alta é de 1,12%

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SÃO PAULO – A cesta básica do paulistano pode ficar 1,12% mais cara, atingindo R$ 198,85. Isso porque um decreto do governo estadual, publicado no final do mês passado no Diário Oficial da União, revoga determinação que reduzia de 18% para 7% a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre alguns componentes do conjunto de produtos.

Impacto

As estimativas de preço foram divulgadas nesta quarta-feira (06) a pedido da InfoMoney pelo coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Issao Nakane.

O economista calculou o impacto desse aumento do ICMS, que seria de 5% a 6%, em 13 dos 51 itens analisados mensalmente pelo instituto. “Mas vale lembrar que essa conta é hipotética, com base no levantamento de janeiro (R$ 196,66) e sem contar quaisquer outras alterações”, explicou.

O impacto definido para o cálculo da Fipe foi de, então, 5,5% sobre os preços do arroz, feijão, ovos in natura, pão, farinha de mandioca, sal, vinagre, lingüiça, mortadela, carne seca, salsicha e sardinha em lata, além de preservativos e computadores.

Inflação

O texto assinado pelo governador José Serra (PSDB) abrange diversos outros setores da economia. No que diz respeito à alimentação básica e outros produtos utilizados na soma, a mudança deve gerar um encarecimento que representa mais que o dobro da variação registrada entre dezembro e janeiro (0,51%).

Ainda não se sabe quando os produtos mais caros chegarão ao consumidor, mas o novo decreto deve entrar em vigor a partir de 1º de março.

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“Isso geraria uma alta de 0,19 ponto porcentual na estimativa para a inflação do ano”, explicou Nakane. Com isso, a taxa deve encerrar 2007 em 3,69%, e não mais em 3,5%, como previsto no último levantamento.