Com aposta de investidores, ações da Inepar Telecomunicações disparam

Especulações e plano de banda larga voltam a alimentar negócios; em março, diretor de RI da Inepar destacou ausência de atividades

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SÃO PAULO – As ações da Inepar Telecomunicações (INET3) disparam nesta quarta-feira (26), em meio às apostas dos investidores de que a empresa faça parte do projeto de banda larga do Governo Federal. No intraday, as ações chegaram a avançar 41,7%, fechando com alta de 22,2%, cotadas a R$ 0,44. 

Foram realizados 1.349 negócios com os papéis da companhia, gerando um volume de quase R$ 5 milhões. Até o fechamento anterior, a média anual de negócios com o papel era 885.

Em março, o diretor de RI da Inepar, Dionísio Leles, disse que a Inepar Telecomunicações não possui nenhuma atividade operacional e está fora do núcleo de negócios do grupo Inepar. Para ele, a forte valorização que os papéis da empresa tinham até então acumulado no ano era resultado de “especulação”.

Telebrás
Os ativos ordinários da Telebrás (TELB3) também avançaram na sessão, fechando o dia com alta de 2,35%. De acordo com o CEO da companhia, a empresa vai lançar em 60 dias o edital de licitação para escolher os fornecedores de equipamentos para construir parte de sua infraestrutura. Vale mencionar que os papéis preferenciais tiveram trajetória oposta nesta quarta-feira, encerrando com queda de 3,21% na bolsa paulista. 

Para os analistas do Banif, a notícia é neutra, pois o evento já está precificado nos papéis. Além disso, eles destacam que o orçamento da empresa para 2010 “é muito pequeno, em torno de R$ 284 milhões”. “Segundo a nossa estimativa, se a empresa quiser atingir a meta de 40 milhões de casas até ao final de 2014, o investimento necessário seria de pelo menos R$ 40 bilhões. Portanto, acreditamos que a Telebrás irá oferecer a infraestrutura principal para operadoras e estas usariam a infraestrutura própria para chegar ao usuário final”, explicam.

Assim, o Banif não vê a estatal como um problema para as operadoras de banda larga – pelo menos não no curto e médio prazo. ” No longo prazo, o cenário vai depender da disposição do governo brasileiro colocar uma grande quantidade de dinheiro no negócio”.