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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta sexta-feira (27) em queda de seis pontos-base, atingindo 216 pontos. O movimento do indicador reflete o crescimento acima do esperado da economia dos Estados Unidos entre abril e junho deste ano, que impulsionou as valorizações nas principais bolsas internacionais.
Após indicadores preocupantes durante a semana, o mercado experimentou certo alívio após o desempenho da economia norte-americana no segundo trimestre deste ano mostrar avanço de 1,6%, acima das expectativas de aumento de 1,4%, de acordo com a segunda prévia dos dados anualizados do PIB (Produto interno Bruto).
O clima de otimismo foi reforçado pelo discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, dizendo que o banco central fará “tudo o que for possível” para estabilizar a recuperação econômica do país. Bernanke descartou a possibilidade de um double-dip (recuperação em W) na economia norte-americana, além de minimizar os riscos de uma escalada dos preços ou a deflação.
O crescimento econômico do País ofuscou dados aquém do esperado trazidos pelo índice que mede a confiança do consumidor norte-americano da Universidade de Michigan, o qual apontou 68,9 pontos em agosto, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 70 pontos. Do mesmo modo, o dado ficou abaixo do apurado na medição preliminar, quando marcara 69,6 pontos.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,80% na noite desta sexta-feira, cotado a 136,75 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 216 pontos-base.
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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
|---|---|---|---|
| Global 40 | 136,75 | 137,85 | -0,80 |
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.