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SÃO PAULO – Após uma quinta-feira (29) marcada pela desvalorização nas principais bolsas ao redor do mundo – impactando inclusive a BM&FBovespa -, o debate sobre a crise internacional retorna ao foco dos investidores com diversos dados econômicos a serem divulgados nos EUA e eventos importantes na Europa.
“O apetite por risco recuou ainda mais na última quinta-feira já que preocupações renovadas sobre a periferia da Zona do Euro enviou sinais de preocupação aos mercados financeiros”, alerta o analista sênior do Danske Research, Sverre Holbek.
Apesar disso, o movimento nas bolsas internacionais é positivo nesta manhã. Na Europa, o CAC 40, que acompanha as negociações em Paris, tem alta de 1,42%, assim como o DAX, de Frankfurt, avança 1,18%. Nos EUA, os contratos futuros sobre índices de ações também operam no campo positivo, entre 0,43% e 0,48% para os três principais índices.
No aguardo dos EUA
A agenda norte-americana chama a atenção por trazer números sobre a renda e gastos dos cidadãos do país, assim como a divulgação do núcleo do PCE (Personal Consume Expenditure), utilizado como medida oficial de inflação pelo governo.
Ainda por lá serão conhecidos o Chicago PMI, o qual mostrará o nível de atividade industrial da região, assim como o Michigan Sentiment, responsável por medir a confiança dos consumidores.
Entretanto, enquanto aguardam e avaliam tais números, os investidores não deixam de acompanhar os eventos no cenário europeu, onde acontece uma reunião entre ministros de finanças da Zona do Euro, com o objetivo de ampliar o teto dos fundos de resgate.
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€ 700 bilhões para combater a crise
Em comunicado oficial, os ministros de finanças da Zona do Euro declararam que um acordo para elevar os fundos à € 700 bilhões, abaixo das projeções de um valor de € 950 bilhões.
O montante foi dividido da seguinte forma: € 500 bilhões são de responsabilidade do fundo permanente e € 200 bilhões do fundo temporário. Além desse montante, € 49 bilhões do primeiro fundo destinado a combater a crise – conhecido como EFSM (Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira) -, e € 53 bilhões de euros em empréstimos bilaterais.
Os países membros ainda concordaram em fornecer € 150 bilhões em contribuições ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
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Grécia e Espanha continuam no radar
Tais instrumentos tem como objetivo criar um mecanismo capaz de absorver e resgatar países em novas crises. Nesse cenário, o primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, afirmou que um terceiro pacote de assistência financeira ao seu país não deve ser descartado. A declaração foi feita em uma entrevista ao jornal italiano Il 24 Ore.
Ainda em terras europeias, a Espanha – recentemente apontada por diversos economistas como o próximo país a precisar de um resgate – também toma lugar de destaque no noticiário. O primeiro-ministro Mariano Rajoy divulgará, um dia após uma greve geral no país, o orçamento para esse ano, com a expectativa por anúncios de fortes medidas de austeridade.