Com alta nas bolsas externas, risco-País fecha em baixa de dois pontos

Mercados refletem dados positivos da agenda norte-americana; noticiário europeu também em destaque na sessão

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta terça-feira (5) em queda de dois pontos-base, atingindo 204 pontos. O movimento do indicador refletiu o ânimo nos principais mercados internacionais, em meio ao noticiário econômico favorável nos Estados Unidos e na Europa.

O mercado recebeu positivamente a notícia de que o setor de serviços nos EUA marcou desempenho acima do esperado pelo mercado no mês de setembro. O ISM Services ficou em 53,2 pontos na passagem de agosto a setembro, resultado superior às projeções de analistas, que estavam em torno de 51,8 pontos.

Na Europa, a agência de classificação de risco Moody´s anunciou que pode elevar o rating da Grécia. Segundo relato da Moody’s, se as reformas financeiras do governo grego continuarem, provavelmente a nota ao risco da dívida do país será elevada, uma vez que as ações do governo têm proporcionado resultados positivos para o país desde a crise do começo do ano.

Por aqui, destaque para a expectativa da Moody’s de que o rating do Brasil seja reavaliado no segundo trimestre de 2011, quando além dos números da economia brasileira de 2010 em mãos, os analistas também terão uma visão melhor sobre o novo governo, que já estará estabelecido e terá suas políticas mais claramente delineadas. A informação foi concedida pelo analista da Moody’s Mauro Leos, em evento realizado nesta data em São Paulo.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em sem variação na noite desta terça-feira, cotado a 138,60 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 204 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.