Com alta iminente da Selic, juros futuros sobem e dólar cai para R$ 1,97

Curva dos contratos de DI futuro já sinalizam alta de 0,25% na taxa de juros na semana que vem; dólar já acumula queda de quase 2,5% em abril

Publicidade

SÃO PAULO – Com o mercado precificando uma alta na taxa de juros já na próxima reunião do Copom (Comitê de Polítca Monetária), que será realizada na semana que vem, os contratos de juros futuros apresentam alta considerável nesta quinta-feira (11), enquanto o dólar segue com desvalorização de mais de 2% no acumulado do mês.

Contratos de curto prazo já apontam para uma alta de 0,25 ponto percentual neste próximo encontro, segundo levantamento feito pela Bloomberg. Essa expectativa por parte dos agentes do mercado futuro ganhou forças após a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) na véspera, que mostrou alta de 6,59% no anualizado em março, superando o teto da meta estipulada pelo governo (6,5%).

Esse resultado praticamente fez o governo jogar a toalha em relação à ideia de manter a Selic nos atuais 7,25% ao ano, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, dois fatores motivariam uma elevação na Selic na semana que vem: a necessidade do BC de reforçar a credibilidade, que passou a sinalizar preocupação com a inflação desde janeiro, e também de mostrar que não é mais possível conviver com uma inflação rondando o teto da meta.

Ainda no âmbito de preços, nesta quinta-feira (11) foi divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercados), que mostrou alta de 0,42% no período, ante 0,15% em igual período de março.

DI em alta, dólar em queda
Com a expectativa quase que iminente de que a Selic seja elevada, os contratos com vencimento em janeiro de 2014 avançavam 0,08 ponto percentual, a 7,99% e o de janeiro de 2015 subia 0,05 p.p., atingindo 8,54%.

Já no mercado cambial, o dólar comercial caminha para sua 6ª sessão de queda consecutiva, sendo a cotação do dólar nesta tarde a R$ R$ 1,974 na compra e R$ 1,975 na venda. No mês, a moeda norte-americana já acumula queda de mais de 2%.

Continua depois da publicidade

Com a possibilidade de que a Selic suba, os investimentos da renda fixa brasileira ganharão mais atratividade, principalmente em relação às grandes economias internacionais, que encontram-se com taxas de juros próximas de 0%. Essa diferença acaba atraindo investidores estrangeiros para cá, resultando em uma maior entrada de divisas estrangeiras no País, deixando a moeda brasileira mais apreciada em relação às internacionais.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.