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SÃO PAULO – A oscilação da moeda norte-americana, que encerrou a última quarta-feira (08) cotada a R$ 2,278, pode fazer com que os preços dos carros importados tenham um aumento, segundo afirmou o vice-presidente da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), Marcel Visconde, nesta quinta-feira (09).
“O momento é de apreensão, não tem outra palavra para medir. Não há como ter saúde financeira com dólar alto. Câmbio é fator integrante e fundamental para nosso negócio. Se manter essas condições, algo vai ser feito no sentido de aumentar os preços”, disse ele, que acredita que um valor ideal para a moeda norte-americana seria entre R$ 1,80 e R$ 1,90, “tanto para quem importa quanto para quem exporta”.
Concessão de créditos
Visconde também ressaltou que, com a crise norte-americana, o mercado já está vendo uma diminuição na oferta de créditos. Entre as empresas filiadas a Abeiva (BMW, Chana, Chrysler, Ferrari, Porsche, Maserati, CN Auto, Dodge, Effa Motors, Jeep, Kia Motors, Pagani, Ssangyong e Suzuki), 40% das vendas são feitas à vista e 60% utilizam financiamento, a um prazo médio de 36 meses.
“Na atual conjuntura, os números podem mudar um pouco”, afirma ele, lembrando que o momento para a mudança no câmbio é infeliz, já que no fim do mês, ocorre o Salão do Automóvel de São Paulo.
Porém, o vice-presidente da Associação ressaltou que os aumentos de preços não devem ocorrer de forma imediata, já que muitas empresas possuem um estoque de produtos, que foram comprados quando o dólar estava mais barato.
Queda nas vendas
Em 2001, um aumento no valor do dólar fez com que as vendas das empresas filiadas caissem mais de 70%. Em 2000, foram comercializados 63.455 veículos das marcas, e em 2001 foram 17.086.
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No entanto, Visconde ressalta que a situação era diferente da vivida atualmente. “A situação era adversa, havia descrença, e a queda foi pior porque o Brasil estava desprotegido”, disse.